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Mais um braço-de-ferro entre Jeremy Corbyn e Theresa May pelo "brexit"

Trabalhista Jeremy Corbyn acusa Theresa May de "farsa" para... inglês ver
Trabalhista Jeremy Corbyn acusa Theresa May de "farsa" para... inglês ver
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A primeira-ministra britânica está a considerar diversas opções de forma a conseguir o necessário apoio para poder aprovar um novo acordo de "brexit" com a União Europeia e entre elas está uma maior flexibilização perante a oposição na negociação com Bruxelas.

O líder do Partido Trabalhista não confia na chefe de Governo e considerou uma "farsa" o convite a todas as forças políticas do Parlamento britânico para participarem na elaboração de uma nova proposta a apresentar aos ainda parceiros europeus.

Para o líder da oposição, esta é apenas uma estratégia, como diriam os portugueses que fundaram o Brasil há quase 200 anos, para inglês ver, isto é, somente para manter as aparências.

Na declaração perante os deputados, esta segunda-feira, Theresa May prolongou-se mais sobre uma das questões mais sensíveis do acordo rejeitado há uma semana: a fronteira irlandesa.

Revogar o artigo 50 está fora de questão e adiar o "brexit" também não é opção do agrado da primeira-ministra.

"O caminho correto para evitar um 'brexit' sem acordo é o Parlamento aprovar um acordo com a União Europeia. Isso é o que este governo está a tentar fazer. A outra única garantia de evitar um 'brexit' sem acordo é revogar o artigo cinquenta, mas isso iria significar a continuidade na União Europeia. Há outros que pensam que precisamos de mais tempo, por isso dizem que devemos prolongar o artigo 50 e dar mais tempo ao Parlamento para debater como devemos sair e o que deve constar do acordo. Isto não evita um 'brexit' sem acordo, apenas adia o momento da decisão", alertou a chefe de Governo.

Quando pegou na palavra, o líder da oposição trabalhista começou por dizer que o Governo ainda não parece ter encaixado "a pesada derrota da semana passada" no Parlamento.

Jeremy Corbyn acusou inclusive Theresa May de estar "em profunda negação".

"A sequência lógica daquela derrota decisiva indica que a primeira-ministra deve alterar as linhas vermelhas porque o atual acordo é inexequível. Será possível ser um pouco mais clara e explícita com o Parlamento: quais são as linhas vermelhas que está preparada para alterar?", questionou.

As únicas pistas deixadas pela primeira ministra para os próximos passos no processo é a de maior flexibilidade na intervenção do Parlamento na elaboração de um novo acordo com Bruxelas; garantias laborais internas, como pedem os trabalhistas; e a questão das irlandas.

A oposição ainda admite propor um segundo referendo.