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Eurodeputados pressionam por mais ação contra Hungria

Eurodeputados pressionam por mais ação contra Hungria
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Os eurodeputados vão analisar o que foi feito desde que solicitaram aos governos União Europeia (UE), em setembro, para ativar o artigo 7.º do Tratado da UE contra a Hungria.

Mas desta vez o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, não virá rebater acusações sobre violação do Estado de direito, no debate, quarta-feira, em Bruxelas, convocado pelo grupo dos Verdes.

"Ainda não vimos muita ação. A presidência austríaca, no segundo semestre de 2018, não fez muita coisa e agora vamos questionar a presidência romena sobre a sua ação. Além disso, acho que temos que demonstrar solidariedade para com os cidadãos húngaros que foram para ruas, antes e depois do Natal, tentando mudar o país para melhor", disse, à euronews, Judith Sargentini, eurodeputada ecologista holandesa que fez o relatório sobre o tema.

Verdes, socialistas e liberais estão preocupados com a mais recente legislação aprovada sobre o horário laboral, que levou a grandes manifestações populares.

O governo húngaro diz que o debate faz parte da campanha para as eleiçõess europeias.

"Não participamos numa reunião ou debate que não tem qualquer fundamento. É um evento de campanha política que decorre no Parlamento Europeu, onde não deveria acontecer", disse, à euronews, Zoltán Kovács, porta-voz do governo da Hungria.

"A campanha política deve decorrer durante o período da campanha entre os candidatos e não no Parlamento Europeu", acrescentou.

REUTERS/Bernadett Szabo

Um especialista em direito comunitário diz que a União demorou demasiado tempo a agir neste caso e que já é difícil travar Viktor Orbán.

“Penso que estamos cerca de seis anos atrasados Diria que o momento certo para as instituições comunitárias se organizarem teria sido 2012 ou 2013, quando o Parlamento Europeu levantou pela primeira vez sérias preocupações sobre a situação na Hungria", explicou Laurent Pech.

"É uma vergonha que a Comissão tenha demorado tanto tempo para confrontar o governo húngaro com as questões do Estado de direito", concluiu.

Qualquer sanção contra a Hungria exige unanimidade ao nível do Conselho Europeu.