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Itália inicia encerramento do centro de migrantes de Mineo

Migrantes africanos do centro de Mineo, em Itália, são relocalizados
Migrantes africanos do centro de Mineo, em Itália, são relocalizados -
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REUTERS/Antonio Parrinello
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O processo de encerramento do Centro de Acolhimento de Requerentes de Asilo (CARA) de Mineo, na Sicília, começou esta quinta-feira com a transferência dos primeiros 44 migrantes para outras localizações.

O plano traçado pelo Ministro do Interior Mateo Salvini, que pretende o fecho de diversos centros de acolhimento de migrantes por toda a Itália, passa pela evacuação completa daquele que já foi o maior centro de acolhimento de migrantes e candidatos a refugiados da Europa e encerrá-lo até ao fim do ano.

Este primeiro passo previa a deslocação de meia centena de requerentes de asilo, mas seis apenas irão ser transferidos esta sexta-feira.

Este primeiro grupo de migrantes a deixar o CARA de Mineo é composto por homens oriundos de países africanos e sem família a acompanhá-los.

Este centro siciliano de acolhimento, nas proximidades de Catânia, abriu o ano com 1186 "hóspedes" requerentes de asilo, 15 titulares de proteção internacional, 94 titulares de autorização humanitária e oito requerentes de asilo para os quais foi ativado chamado "procedimento de Dublin" para estabelecer qual o país responsável pela análise do respetivo pedido.

A abertura do processo de encerramento do CARA de Mineo sucede à do processo similar no CARA de Castelnuovo di Porto, nas proximidades da capital, Roma, onde estavam cerca de meio milhar de migrantes.

Manifestação na Grécia

Mais de 2500 pessoas exigiram, esta quinta-feira em Samos, o fecho do CARA nesta ilha situada no leste do Mar Egeu, a escassos quilómetros da costa da Turquia.

Os manifestantes contaram com o apoio das autoridades locais e inclusive de migrantes para reforçar os pedidos de relocalização dos mais de 3600 residentes daquele centro de acolhimento para outras infraestruturas mais adequadas.

O protesto iniciou-se na praça central de Vathy, a capital de Samos, e desenrolou-se numa marcha até ao hospital público local.

De acordo com o jornal local Ekathimerini, os manifestantes protestaram de forma pacífica contra as más condições humanitárias do centro cuja capacidade estimada seria para 650 pessoas e estará a acolher cinco vezes mais.

O protesto dos locais sucede-se a vrias manifestações de migrantes realizadas nos últimos meses, exigindo melhores estruturas de abrigo, sanitárias e segurança.

Os requerentes de asilo esperam sobretudo que lhes seja permitida a transferência para outros CARA com melhores condições no continente grego.

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