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Mães indignadas desafiam Putin

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O facto de as autoridades russas não terem autorizado esta manifestação não impediu que viessem às centenas para as ruas de Moscovo. Em causa estava mostrar abertamente o apoio a Anastasia Shevchenko, uma ativista detida no mês passado e que não pôde estar junto à filha nos últimos momentos de vida.

"Ela não fez nada a não ser defender as suas posições políticas em debates e nas redes sociais. Foi por isso que a prenderam e a colocaram depois em prisão domiciliária. Mesmo depois de a filha ter morrido, deixaram-na fechada em casa", afirmava uma das organizadoras do protesto, Ulya Galyamina.

Anastasia colabora com a plataforma "Open Russia", fundada por Mikhail Khodorkovsky, histórico opositor de Vladimir Putin. O Kremlin passou a interditar essa entidade e ordenou a detenção de Anastasia, cuja filha de 17 anos sofria de uma doença terminal, tendo sido internada em estado crítico. Apesar dos apelos, não conseguiu vê-la antes desta morrer.

A marcha replicou-se noutras cidades do país. Ao que tudo indica, foram detidas cerca de uma dezena de pessoas.

"Gostaria que Shevchenko fosse libertada e que terminasse a perseguição que fazem aos ativistas da Open Russia. É preciso fazer algo em relação ao código penal. Há leis proibitivas a espalharem-se como uma praga, ao longo dos últimos anos. Qualquer pessoa pode ser detida seja por que motivo for", salientava uma manifestante.

Anastasia arrisca uma pena de prisão de seis anos. Na convocação deste protesto nas redes sociais escrevia-se que se tornou habitual na Rússia "a perseguição de mães que querem um futuro melhor".