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"Brexit" ameaça oferta de flores no Reino Unido

"Brexit" ameaça oferta de flores no Reino Unido
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Manter viva a chama do romantismo em tempos de "Brexit" requer organização, na Holanda. É daqui que partem muitas flores que maravilham os britânicos. Na prática, 12% das rosas exportadas do território são para o mercado do Reino Unido.

Erik Wassenaar trabalha na Royal FloraHolland, o maior centro de leilões de plantas e flores no mundo, perto de Amesterdão. Espera que no caso de um "Brexit" duro as pessoas estejam dispostas a pagar mais pelas flores, porque as taxas serão seguramente outras.

"O preço para os consumidores será, talvez, mais elevado, porque se do meu lado o preço está nos 50 cêntimos será 50 cêntimos, mas depois ainda é preciso considerar o transporte para o Reino Unido", sublinhou, em entrevista à Euronews, Erik Wassenaar, leiloeiro da Royal FloraHolland.

O centro de distribuição da Royal FloraHolland é uma teia cruzadas de pequenos veículos que expedem as flores leiloadas para empresas que também fazem a entrega no Reino Unido. Uma máquina bem estruturada que depois do "Brexit" poderá precisar de ajustes.

"Queremos continuar a exportar para o Reino Unido mas tudo depende do cenário do 'Brexit.' Se for um 'Brexit' duro voltamos às regras da Organização Mundial de Comércio e o Reino Unido como país terceiro. Foi o que mencionaram. Por isso serão precisas mais pessoas para as alfândegas, para os controlos de qualidade e sanitário. Essa será a principal diferença", lembra Yme Pasma, chefe de operações na Royal FloraHolland.

A cada dois segundos um camião parte deste lugar para distribuir flores que chegarão a todo o mundo.

A empresa de Marius Pronk, a John Pronk transport, entrega 85% das flores ao Reino Unido. O gestor está preocupado com possíveis atrasados por causa dos controlos nas fronteiras.

"No caso de um 'Brexit' sem acordo haverá muita burocracia a tratar, muito tempo de espera na fronteira. Não sei se poderemos ir de comboio. Penso que serão adicionadas outras 24 horas. Não temos muita informação sobre o que vai acontecer. Ninguém tem", lamenta Marius Pronk.

A toda a hora milhares de rosas estão prontas para fazer a travessia rumo ao Reino Unido de forma a tornar especial a vida de alguma pessoa, pelo menos por um dia. Só o facto de se pensar que o processo de entrega se pode tornar muito mais complexo depois do "Brexit" torna-as ainda mais preciosas para muitos clientes.