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Cantinas sociais combatem fome infantil

Cantinas sociais combatem fome infantil
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NUNO VEIGA/Lusa
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A fome é uma das piores facetas da profunda crise que atravessa a Venezuela, em particular quando afeta os mais novos.

A ONG "Alimenta a Solidariedade" nasceu de uma iniciativa privada sem fins lucrativos pela mão de Roberto Patiño, militante e ativista anti-violência urbana, depois de constatar grandes carências num bairro desfavorecido dos arredores de Caracas. Hoje, a organização contribui para 27 cantinas sociais na capital venezuela e 85 em todo o país, oferecendo almoços a 7500 crianças, com idades entre os dois e os 12 anos.

A "Alimenta a Solidariedade" fornece os alimentos e uma vasta rede de voluntários - sobretudo mães - está encarregue da confeção e distribuição das refeições.

Cláudia Astor, coordenadora de comunicação da "Alimenta a Solidariedade": "Uma parte deste projeto é alimentar as crianças e é também uma forma de ensinar e apoiar a organização comunitária, em particular o empoderamento das mulheres. Por isso, temos apoiado bastante com formação, para que se sintam capacitadas e para que se sintam como agentes de mudança."

Francis Mendes, mãe e voluntária: "[O que têm em casa] não é o mesmo que recebem aqui, uma refeição diária com todas as proteínas necessários para uma criança que está a crescer."

A iniciativa funciona essencialmente graças a donativos de venezuelanos que vivem no estrangeiro, mas também conta com contribuições de empresas privadas, e oferece também um serviço de acompanhamento médico e uma campanha de desparasitação trimestral.