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Regresso Shamima Begum divide britânicos

Regresso Shamima Begum divide britânicos
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De  Damon Embling
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A jovem inglesa que partiu de Londres para se juntar ao autoproclamado Estado Islâmico quer regressar. O Reino Unido divide-se quanto a deixá-la.

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Bethnal Green vive dias agitados. Há quatro anos, era nesta zona a leste de Londres que Shamima Begum vivia... Antes de, aos 15 anos, voar para a Síria para se casar com um combatente do autoproclamado Estado Islâmico.

Com ela, foram também Amira Abase, de 15 anos, e Kadiza Sultana, de 16, que acabaria por ser morta num ataque aéreo.

O pai de Amira, que admite ter participado num protesto em Londres, onde uma bandeira dos EUA foi queimada, garante não saber da filha, desde a sua partida, há quatro anos. Hoje, acha apenas que Shamima deveria voltar para a Inglaterra.

"Muita gente comenta e o meu comentário é que, sendo ela cidadã deste país, ela deveria poder voltar. A minha opinião é a de que deveriam deixá-la entrar", afirma Hussen Abase.

Mas, questionado sobre se Shamima Begum deveria ser investigada, caso regresse, prefere não comentar isso.

As divisões

Mesmo que Shamima Begum volte para o Reino Unido com o filho, poderia ser difícil retomar a vida em Londres, onde o caso que desencadeou um enorme debate público, em que as divisões são profundas.

Nas ruas as opiniões dividem-se entre a desculpabilização de uma decisão tomada na adolescência e o receio de acolher alguém que não se mostra arrependida, nem incomodada com as decapitações levadas a cabo pelo autoproclamado Estado Islâmico.

O caso de Shamima Begum e de outras jovens preocupa a comunidade muçulmana de Londres.

Para Khalil Yousuf, porta-voz da Comunidade Muçulmana Ahmadiyya Internacional, "neste caso, se Shamima Begum cometeu um crime, deveria ser trazida de volta, colocada perante os nossos juízes e os nossos júris, e, no caso de ser condenada, deveria ser presa. E, se, depois disso for libertada, deverá ficar sujeita a uma monitorização rigorosa, porque a segurança do país é o mais importante ".

O caso de Shamima é um exemplo concreto de uma questão maior que o Ocidente começa a colocar-se de forma mais premente: como vão as sociedades lidar com todos os que partiram para destinos como a Síria e o Iraque e que, agora que o autoproclamado Estado Islâmico vive os últimos dias, querem voltar?

Para o governo britânico a resposta é clara, quem voltar dos dos conflitos será investigado.

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