A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Análise ao falhanço da cimeira EUA - Coreia do Norte

Análise ao falhanço da cimeira EUA - Coreia do Norte
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

A cimeira de Hanói terminou e ainda não é desta que a Coreia do Norte vai deixar de ter armas nucleares. Os analistas ouvidos pela Euronews consideram que Pyongyang teria demasiado a perder se abdicasse das armas, sem o levantamento total das sanções contra o país.

O professor Robert Kelly, da Universidade Nacional de Busan, lembra que "os norte-coreanos passaram 40 - 50 anos a desenvolver armas nucleares e não as trocariam, nem as instalações onde as constroem, a menos que ganhassem muito com isso. São bastante valiosas para um pequeno estado como a Coreia do Norte com vários opositores. Os Estados Unidos atacaram países como a Jugoslávia, a Líbia e o Iraque nos últimos 20 anos. Mas quanto à Coreia do Norte, as armas nucleares são um grande dissuasor."

Já Ellie Green, da Henry Jackson Society, um think tank de assuntos coreanos, considera que vai ser preciso bastante tempo de negociações até haver uma nova cimeira Coreia do Norte - Estados Unidos, depois falhanço de Hanói.

"O intervalo de tempo aumentou significativamente, considerando o falhanço dessas conversações. Sabemos que há quem diga que a desnuclearização levará até 10 anos para entrar em pleno vigor na Coreia do Norte. Ainda há um longo caminho pela frente. Diria que pelo menos 5 - 10 anos, mas antes de tudo precisamos de chegar a um acordo. Também precisamos de olhar para o acordo de paz com a Coreia do Sul e depois, olhar para a desnuclearização."

Donald Trump voltou aos Estados Unidos sem acordo, justificando que preferia fazer bem do que rápido. A Coreia do Sul já se mostrou desiludida com o resultado da cimeira, ainda assim sublinha que foram feitos mais progressos do que nunca.