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"Mais mulheres nas instituições europeias"

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"Mais mulheres nas instituições europeias"
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Um grupo de funcionárias da UE cobriu as fotos expostas de todos os ex-presidentes masculinos do Parlamento Europeu. Uma forma de mostrar descontentamento por uma União dominada por homens, num dia de greve feminina por uma representação igual e salário igual.

A funcionária do parlamento, Laura Krenske, refere: "No Parlamento Europeu, podemos ver que a política ainda é feita para e pelos homens, especialmente com a ascensão de homens de direita e fortes. É super importante que nos mantenhamos firmes. Eu sinto que há muitos homens em fatos em todos postos e em estátuas em todas as construções. Todos os edifícios são nomeados por homens e aqui na parede também há muita representação masculina e uma pequena representação feminina".

E não é apenas um sentimento, é a realidade que esta jovem mulher, Iverna Mc Gowan, quer mudar. Para isso, deixou a direção da Amnisitia Internacional em Bruxelas para tentar tornar-se deputada pela Irlanda. Mas não tão fácil como pensava. "É muito difícil para as mulheres, em particular, serem selecionadas para serem candidatas e eleitas, e isso é algo que descobri por mim própria. Os obstáculos que as mulheres enfrentam, seja a cultura, o acesso ao dinheiro e outras expectativas sociais são tão grandes que nunca são suficientemente boas para serem o melhor candidato ou o que trabalha mais arduamente. _I_sso é naïf. Nós precisamos de quotas, de apoio estrutural, para alcançarmos uma maior igualdade de género".

O Parlamento Europeu é actualmente presidido por um homem e Mairead Mc Guinness é vice-presidente. Esta mulher política irlandesa acredita que elas trazem muito à política: "Talvez as mulheres tragam diferentes perspectivas para o debate. Se as questões são mais sociais ou sobre a vida familiar ou sobre o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, a maioria são mulheres. Quanto mais complexas são as questões, mais os homens estão presentes e acho que precisamos de todas as vozes em todos os debates".

A empresária Madi Sharma concorda e trabalha para atingir esse objetivo: "Agora estamos atrás de países como o Paquistão, o Ruanda, o Afeganistão... Então, estamos em 2019. Temos que mostrar que se vamos ser líderes no mundo, na realidade, temos que ser sustentáveis ​​e temos que ser éticos e para tudo isso, o que precisamos é mais mulheres na política".

Mas como no Parlamento, aqui na Comissão Europeia a galeria de imagens mostra apenas presidentes masculinos na parede. A porta-voz finlandesa, Anna-Kaisa Iktonen, espera que isso mude em breve: "Se queremos ter uma boa representação da UE e se queremos assegurar que a percentagem de participação nas eleições europeias vai ser mais elevada do que antes, temos de mostrar que a União representa toda a Europa e não apenas uma fração do seu povo".

Este ano, estão todas à espera de ver se haverá mais mulheres eleitas e se os Estados- membros enviam mais comissárias para Bruxelas.

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