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Começa semana decisiva para o Brexit

Começa semana decisiva para o Brexit
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REUTERS/Henry Nicholls
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Este domingo, Theresa May esteve na igreja com o marido e, provavelmente, rezou para que corra tudo bem com as votações, esta semana, do pacto com a União Europeia, que já foi rejeitado uma vez, e de um adiamento do Brexit em caso de não-acordo.

Dois deputados eurocéticos disseram que iriam chumbar o acordo, se não houver mudanças no texto... outros deputados podem fazer depender o voto de uma demissão de May em junho, para que outro primeiro-ministro dirija a próxima fase das negociações.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros Jeremy Hunt, todas as opções devem ficar em aberto: "Penso que a opção do Brexit sem acordo não deve sair da mesa, porque essa é uma opção que deve sempre estar presente para termos o acordo que queremos", disse no programa de Andrew Marr, na BBC.

Os governos da Europa dizem que acabou o tempo de espera. A perceção de muitos é que os britânicos não sabem o que querem, como diz a ministra francesa da Europa, Nathalie Loiseau: "Aquilo a que estamos a assistir e vimos durante semanas é que os britânicos disseram que queriam deixar a União Europeia, sem dizerem exatamente para onde queriam ir. Estamos à espera. São eles que têm de decidir se querem a separação suave na qual temos vindo a trabalhar ao longo de dois anos e que é possível, ou uma quebra abrupta, que ninguém quer, mas que é o que vai ocorrer se até lá não se fizer nada".

A questão da fronteira entre as duas Irlandas é a mais espinhosa nestas negociações do Brexit e que causou uma derrota estrondosa na primeira votação do acordo. Para que seja aprovado nesta nova votação, Theresa May teve de fazer importantes concessões e a mais pesada pode mesmo ser entregar as chaves do número dez da Downing Street.