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Só um soldado vai ser julgado pelo Domingo Sangrento

Só um soldado vai ser julgado pelo Domingo Sangrento
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Apenas um dos 17 soldados britânicos alegadamente envolvidos no chamado massacre do Domingo Sangrento, na Irlanda do Norte, vai ser julgado. O ex-paraquedista é acusado de dois homicídios e da tentativa de homicídio de quatro pessoas.

Nos outros 16 casos, o Ministério Público considerou não ter provas sólidas para avançar com a acusação. "Estou consciente de que tem sido um caminho longo para as famílias chegarem a este ponto. E hoje será outro dia extremamente difícil para muitos familiares. Como procuradores, encaramos as nossas responsabilidades com total imparcialidade, mas não sem compaixão por todos os afetados pelas nossas decisões", afirmou o diretor dos Serviços de Procuradoria Públicos, Stephen Herron.

Para a maioria dos familiares das vítimas esta quinta-feira é um dia triste. "Negar às pessoas os seus Direitos Humanos é pôr em causa a sua Humanidade", disse Nelson Mandela. Todos percorremos um longo caminho desde que os nossos pais e irmãos foram brutalmente assassinados nas ruas de Derry, no Domingo Sangrento. Durante esse caminho, todos os pais das vítimas morreram. Estamos aqui para assumirmos os seus lugares", disse John Kelly, irmão da vítima Michael Kelly.

Este é um assunto delicado para o Governo britânico. O ministro da Defesa do Reino Unido anunciou que o soldado vai receber assistência jurídica durante o Julgamento.

No dia 30 de janeiro de 1972, soldados britânicos dispararam contra um grupo que se manifestava no bairro de Bogside, onde o IRA tinha forte apoio. Os manifestantes estavam desarmados e alguns terão sido alvejados pelas costas. 14 pessoas morreram.