Última hora

"Ditadura" divide Brasil

"Ditadura" divide Brasil
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O anúncio do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, sobre a realização de comemorações dos 55 anos do golpe militar causou desconforto no país, com grupos sociais a organizar protestos e o Ministério Público a considerar que a ideia "merece repúdio social e político".

"É como ser torturado novamente. Sinto como se a tortura tivesse voltado, e pode voltar. É muito doloroso. Temos de voltar a enfrentar," afirmou o jornalista e ex-membro do Partido Comunista que foi torturado durante a ditadura, Alvaro Caldas.

O porta-voz da presidência brasileira, general Otávio Rêgo Barros, diz que Bolsonaro não considera que tenha havido militar em 1964.

"(O Presidente) não acredita que 31 de março de 1964 tenha sido um golpe. Ele acredita que a sociedade se uniu e percebeu o perigo que o país estava a enfrentar. Reuniu civis e militares e (ao fazê-lo) conseguimos recuperar o nosso país e dar-lhe uma direção que - se não tivesse acontecido - hoje teríamos aqui um Governo que não seria bom para ninguém. O Presidente decidiu e disse ao Ministério da Defesa para organizar as comemorações.”

Em 2014, a Comissão da Verdade concluiu que pelo menos 434 pessoas foram mortas ou desapareceram durante a ditadura militar do Brasil.

Estima-se que entre 30.000 e 50.000 pessoas foram ilegalmente presas e torturadas.

A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.