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Dinamarca lança curso digital para casais em divórcio

Dinamarca lança curso digital para casais em divórcio
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A Dinamarca goza da reputação de ser um dos países mais felizes do mundo, mas é também o quarto país com a taxa de divórcios mais elevada da Europa ocidental.

A fim de contrariar esta tendência, a partir desta segunda-feira, os casais que pretendem divorciar-se terão que completar um curso antes de poderem terminar o casamento legalmente.

O período de reflexão terá uma duração de três meses durante os quais os casais terão que completar um curso disponível através de uma aplicação de telemóvel.

"A intenção não é manter as pessoas casadas mas sim colocá-las numa melhor posição. A duração do curso varia entre meia-hora e 15 horas, dependendo do nível de ajuda necessário. E as pessoas podem fazê-lo ao seu próprio ritmo O curso foi concebido para contrariar os efeitos físicos e psicológicos adversos que resultam do divórcio. Já foi testado, foi feito com base em provas - sabemos que funciona", afirma o professor da Universidade de Copenhaga, Gert Martin Hald, um dos co-autores do curso.

A deputada dinamarquesa Pernille Rosenkrantz-Theil, do partido social democrata, é uma mãe divorciada e fala de alguns dos desafios.

"Enquanto mãe é difícil. Levantam-se muitas questões. Como explicar à criança o divórcio? Como é que se explica a uma criança de cinco anos que a mãe e o pai se vão divorciar? Levantam-se muitas questões. E nós não somos bons a lidar com isto no mundo ocidental, ou em qualquer parte do mundo. Para nós trata-se de uma questão legal entre adultos, é um sistema, e isto não ajuda os pais que se estão a divorciar", diz Pernille Rosenkrantz-Theil, mãe divorciada e deputada do Partido Social Democrata.

De acordo com números disponíveis para 2013, mais de metade dos casamentos celebrados na Dinamarca terminaram em divórcio.

Para além do curso, os casais podem ainda receber apoio de peritos e falar ainda com outros casais. Os responsáveis pelo curso insistem que a intenção não é manter as pessoas juntas contra a sua vontade mas tão só promover melhor comunicação a pensar no bem-estar das crianças envolvidas neste processo.