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Fim do impasse pode estar nas mãos de Jeremy Corbyn

Fim do impasse pode estar nas mãos de Jeremy Corbyn
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Stefan Rousseau/Pool via REUTERS
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Foram oito longas horas de reunião do governo no número 10 da Downing Street para tentar encontrar uma saída para o labirinto do Brexit, com a data de 12 de abril a aproximar-se sem que haja um acordo aprovado no parlamento britânico. Theresa May anunciou que vai pedir um novo adiamento da data de saída do Reino Unido da União Europeia, para tentar encontrar um consenso.

"Decidi tomar medidas para quebrar o impasse. Proponho sentar-me com o líder da oposição e tentar chegar a acordo sobre um plano com o qual concordamos os dois, para ter a certeza que saímos da União Europeia e que isso é feito mediante um acordo", disse a primeira-ministra.

Mesmo se parece difícil um consenso antes das propostas de revisão do acordo que Theresa May vai apresentar em Bruxelas na próxima semana, Jeremy Corbyn está disposto a conversar: Não quero estabelecer limites em nenhum dos sentidos antes destas reuniões, mas quero que entendam os princípios que vou defender nesses encontros - reconhecer as necessidades da população que elegeu os deputados e a importância de evitar uma saída perigosa", disse o líder trabalhista.

Se May e Corbyn não chegarem a entendimento, a primeira-ministra vai deixar o parlamento votar alternativas, acordadas com Corbyn, incluindo propostas de cada um dos dois líderes, o que desagrada à ala mais eurocética da bancada conservadora, que tem feito pressão para uma saída sem acordo.

O líder desta fação, Jacob Rees-Mogg, diz que esta abordagem não é satisfatória e desrespeita o resultado do referendo. O mesmo pensa o antigo chefe da diplomacia Boris Johnson: "É muito dececionante que processo do Brexit seja posto nas mãos de Jeremy Corbyn e do Partido Trabalhista. O resultado vai, quase certamente, ser que Corbyn leva a dele avante e permanecemos na união aduaneira".

A líder da Câmara dos Comuns, Andrea Leadsom, quer uma saída com acordo: "Estamos a procurar uma forma de honrar o referendo e sair da União Europeia com um bom acordo, que permita satisfazer todos aqueles que votaram para deixar a União Europeia, mas que ao mesmo tempo proteja os nossos empregos e a nossa segurança".

A aparente cedência de Theresa May face aos trabalhistas pode abrir o caminho para um Brexit suave, mas ao mesmo tempo custar-lhe caro no governo e no interior do Partido Conservador.