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"Vendemos armas para matar crianças e pessoas"

Sumo Pontífice apelou a que não se tenha medo dos migrantes
Sumo Pontífice apelou a que não se tenha medo dos migrantes -
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REUTERS/Remo Casilli
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O Papa Francisco responsabilizou este fim de semana a "rica Europa" e os Estados Unidos da América pela morte de crianças nos conflitos armados em países como o Iémen, a Síria ou o Afeganistão.

A acusação surgiu durante uma intervenção sábado de manhã diante de estudantes e professores do Colégio San Carlo de Milão, uma instituição que está a celebrar 150 anos.

"Porque fazem a guerra? Porque nós, a rica Europa, e a América vendemos armas para matar crianças e pessoas. Cabe-nos nós fazer a diferença e estas coisas têm de ser ditas claramente, cara a cara, sem medo. Se vocês, jovens, não são capazes de colocar estas questões, de dizer estas coisas, é porque não são jovens. Falta-vos qualquer coisa no coração que vos faça ferver", afirmou o Sumo Pontífice.

Francisco fez ainda referência ao racismo existente no mundo e pediu para não se marginalizar os migrantes.

"Os migrantes somos nós! Jesus era um migrante. Não tenham medo dos migrantes. 'Mas são delinquentes?' Nós também temos muitos. A máfia não foi inventada pelos nigerianos, é um 'valor' nacional, não é?", atirou Francisco, diante de uma plateia de italianos, concretizando sem rodeios: "A máfia é nossa, nasceu em Itália."

"Todos temos possibilidades de nos tornarmos delinquentes. Os migrantes são aqueles que transportam riqueza, sempre. Também a Europa foi feita de migrantes. Os bárbaros, os celtas, todos os que migraram do norte e exportaram a sua cultura, Cresceram assim, com o confronto de culturas, mas hoje, atenção a isto, hoje existe a tentação de criar uma cultura de muros", afirmou ainda o Papa, com um destinatário bem subentendido: Donald Trump.