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Dia de reflexão eleitoral em Espanha

Dia de reflexão eleitoral em Espanha
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Em Espanha, os dados estão lançados. É o fim da campanha eleitoral para as legislativas de resultados mais incertos desde o fim do fraquismo.

Pedro Sanchez frisou o risco do retrocesso, lembrando que ninguém esperava as vitórias de Trump ou Bolsonaro e que a fronteira entre o avanço e o recuo pode estar num só voto.

Um apoiante socialista afirma: "Tenho uma certa preocupação por aquilo que se tem ouvido ultimamente. É preocupante porque estão a fazer com que a Espanha regresse 40 anos atrás e juntando isto a tudo o que está a acontecer na Europa, parece-me muito preocupante".

Outra refere: "Temos de conseguir a maioria, senão terá de ser a esquerda, é sempre melhor com a esquerda. Mas vamos ganhar, vamos ganhar..."

Pablo Iglesias, líder do Podemos, pediu aos espanhóis que encham as urnas de "verdade, justiça, dignidade e futuro".

Por seu lado, Pablo Casado, líder do PP, admitiu incluir o Vox num governo se a direita alcançar a maioria. Os eleitores do PP estão confiantes. Uma eleitora afirma: "O PP é o mesmo partido de sempre, mas renovado, com vontade e a defender os valores que todos pedíamos, a unidade de Espanha e que se recupere a convivência com a Catalunha".

Outro prognostica: "Creio que vai haver uma surpresa. O Vox, inevitavelmente, vai ter mais votos do que o que se diz e o PP também vai ter mais votos do que prevêm as sondagens. Vai haver uma queda incrível de Unidas Podemos. As eleições vão ser ganhas pelo PSOE, mas aliança das direitas vai sair vencedora e Pablo Casado vai ser o próximo chefe de governo".

A confirmar-se o prognóstico deste eleitor, Albert Rivera, o líder do Ciudadanos fará parte do governo, ele que também já tinha dito esta semana que admitia uma aliança com o Vox.

Assim, num cenário de governo de aliança à direita, poderá haver lugar para Santiago Abascal. O líder do Vox viu o seu último comício perturbado pela entrada em palco de uma FEMEN de peito descoberto.

Este sábado é dia de reflexão. E os eleitores espanhóis têm que decidir se querem uma coligação à esquerda ou uma coligação à direita.

"Os indecisos poderão ter a chave desta eleição legislativa. O seu voto pode fazer pender a balança para um governo de esquerda ou de direita. As sondagens não dão maioria a nenhum partido, por isso os olhos estão já postos no dia 29 e nos pactos e coligações que podem surgir no parlamento, que, uma coisa é certa, vai ser muito fragmentado", refere a correspondente da Euronews, Cristina Giner.