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Wijnaldum brilha em novo fracasso de Messi na Liga dos Campeões

Giorginio Wijnaldum inscreve o nome na história da Liga dos Campeões
Giorginio Wijnaldum inscreve o nome na história da Liga dos Campeões -
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REUTERS/Phil Noble
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Georginio Wijnaldum tinha sido titular no jogo da primeira mão em Espanha. No reencontro com o Barcelona em Liverpool, o holandês foi chamado ao jogo ao intervalo e tornou-se no herói improvável de uma noite louca em Anfield. Mais uma dos "reds", na Liga dos Campeões. Esta com direito a "bisar" no jogo título europeu.

Poucos pensavam que o Barcelona voltasse a cair na Liga dos Campeões como aconteceu nos quartos-de-final da época passada em Roma, onde depois de um triunfo "gordo" em casa, por 4-1, a equipa de Lionel Messi viria a perder 3-0 e ser eliminada pelos italianos

Agora, os catalães voltaram a cair e de novo com estrondo.

Mérito dos comandados pelo alemão Jurgen Klopp, que, como diz a canção entoada pelos respetivos adeptos no estádio, nunca "caminharam sozinhos". Em especial depois de terem marcado logo o primeiro golo aos sete minutos de jogo, num lance em que Gerard Piqué colocou o belga Dicock Origi em posição legal.

O Barcelona não pareceu afetado e também conseguiu criar oportunidades para marcar, mas os remates que levaram a direção da baliza dos anfitriões esbarraram sempre nas luvas do brasileiro Alisson Becker.

Ao intervalo, Klopp trocou o escocês Andy Robertson por Wijnaldum. Aos 54 minutos, o holandês marcou o 2-0 e, dois minutos volvidos, saltou mais alto que Piqué e empatou a eliminatória.

O que parecia impossível à partida, começava a ganhar forma. Klopp confessaria após o jogo ter dito aos jogadores que, embora não acreditasse na reviravolta, tinha confiança que a equipa iria jogar pela hipótese mínima de poder chegar à final "porque eles têm uma mentalidade gigante", sublinhou o alemão.

"É incrível. Depois da época que já jogámos, os jogos que fizemos, as lesões que temos neste momento. Se forem por aí perguntar se alguém apostou um centavo em nós, não acredito que encontrem muita gente", brincou um alemão agora crente em milagres.

Mesmo sem o brasileiro Firmino nem o egípcio Salah, lesionados, o Liverpool avançou para a batalha de Anfiel, um género de "jogo dos tronos" contra os "caminhantes catalães".

Com o marcador eletrónica já a ditar o empate na eliminatória, o Liverpool ganhou ainda mais força. O Barcelona pareceu desnorteado e o lance que valeu a final foi tão incrível quanto a reviravolta final no duelo.

Num pontapé de canto no lado direito do ataque, Alexander-Arnold aproveitou a estranha distração da equipa catalã, já com o português Nélson Semedo em campo, e serviu Divock Origi para um golo fácil, levando às lágrimas muitos "culés" nas bancadas de Anfield e não só!

Do lado dos ingleses, o sentimento era o oposto. "Este clube, se tivesse de o descrever, é um enorme coração e esta noite foi uma loucura, com o coração a bater como um louco", resumiu o treinador Jurgen Klopp, um dos mais carismáticos profissionais do Liverpool.

Na imprensa desta quarta-feira, em Inglaterra, a palavra "milagre" surge nas capas do Telegraph e do Daily Mail, em referência ao que se passou em Anfield.

O Guardian fala de "um jogo do outro mundo" e o iSport britânico enaltece "os reis das reviravoltas", numa referência que se presume enquadrar também a excitante final da "Champions" ganha 2005 pelo Liverpool: ao intervalo, o Liverpool perdia 3-0 com o AC Milan, de Rui Costa, mas conseguiu empatar e levar jogo para tempo extra, sagrando-se campeão europeu no desempate por penáltis.

Do lado do Barcelona, e em especial para o defesa Piqué e para o capitão Lionel Messi, a desilusão era notória à saída dos balneários de Anfield.

O uruguaio Luis Suárez, antigo avançado do Liverpool, nas declarações à imprensa na zona mista do estádio inglês considerou que o Barça parecia uma equipa de juvenis no quarto golo dos adversários.

Depois do que se passou na época passada em Roma, "não há desculpa", assume o treinador dos catalães, elogiando o rival desta semifinal.

"A verdade é que eles entraram forte, jogaram bem e temos de os felicitar pela eliminatória que fizeram. Pouco mais posso dizer. É muito doloroso, sobretudo para as nossas gentes. É o segundo ano numa situação destas. Não esperávamos", assumiu Ernesto Valverde.

A imprensa espanhola não perdoou o fracasso "blaugrana". Na Catalunha, o jornal Sport titulou "O maior ridículo da história", enquanto o Mundo Deportivo escreveu "Corados (de vergonha)."

Em Madrid, a Marca fala de "um fracasso histórico" e o jornal As deu eco de um "trovão em Anfield."

Nos jornais desportivos portugueses, A Bola deu honras de manchete ao "Milagre de Anfield", o Record titula na cabeça da primeira página "Liverpool arrasa Messi" e O Jogo resume a noite dos "reds" com a palavra "Fenomenal."