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Estados Unidos eliminam taxas comerciais impostas a Canadá e México

Peña Nieto, Trump e Trudeau em novembro, ratificando o novo NAFTA
Peña Nieto, Trump e Trudeau em novembro, ratificando o novo NAFTA Direitos de autor REUTERS/Kevin Lamarque/Arquivo
Direitos de autor REUTERS/Kevin Lamarque/Arquivo
De  Francisco Marques com Reuters
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Decisão de Donald Trump foi bem acolhida pelos vizinhos da América do Norte e pode ajudar à ratificação do novo acordo NAFTA, numa altura em que o braço-de-ferro com a China volta a agravar-se

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Os Estados Unidos chegaram a acordo com o Canadá e o México para eliminar as taxas sobre as importações de aço e alumínio.

A decisão foi anunciada sexta-feira por Donald Trump e põe ponto final num impasse com cerca de um ano na disputa comercial entre os vizinhos da América do Norte, que em novembro tinham ratificado durante a cimeira do G-20, em Buenos Aires, um novo acordo comercial para o Atlântico Norte (NAFTA, na sigla inglesa).

O recuo de Donald Trump das taxas impostas em junho às importações de aço (25%) e alumínio (10%), que afetaram fortemente os dois países vizinhos, foi particularmente bem acolhida a norte.

Para o primeiro-ministro canadiano, as "taxas impostas por Washington sobre o aço e o alumínio e as contramedidas canadianas representavam um forte obstáculo à revisão do acordo comercial do Atlântico Norte."

"Agora, com o levantamento total destas taxas, vamos acertar com os Estados Unidos uma data para a ratificação (do novo acordo). Estamos otimistas de que vamos conseguir avançar devidamente nas próximas semanas", perspetivou Justin Trudea.

"América, primeiro!"

Empenhado numa batalha comercial protecionista, sob o lema "América primeiro", Trump tem procurado reforçar a economia americana, protegendo a produção interna das importações de materiais mais baratos. Sobretudo, das chinesas, mas não só.

A medida aplicada em junho do ano passado às importações oriundas da União Europeia, do Canadá e do México, provocou reações proporcionais dos visados.

As contramedidas tarifárias canadianas, por exemplo, afetaram sobretudo o setor agrícola norte-americano.

A Casa Branca foi pressionada a recuar inclusive por membros do Partido Republicano e agora Donald Trump enaltece o novo acordo NAFTA, que ele próprio tinha colocado em risco, como "fantástico" para os Estados Unidos.

"Espero que o Congresso aprove rapidamente o 'acordo Estados Unidos - México - Canadá' para depois os agricultores, os fabricantes e as siderurgias poderem tornar a nossa economia ainda melhor", afirmou o Presidente dos Estados Unidos, durante um discurso perante a Associação Nacional de corretores de imóveis, considerada a maior associação comercial dos Estados Unidos.

Guerra comercial transatlântica

O novo acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá ainda tem de ser aprovado pelos três respetivos parlamentos.

Se o acordo for ratificado Washington, o que não é ainda certo devido às pressões democratas para que as preocupações ambientais sejam também tidas em conta no mesmo, Donald Trump poderá então focar-se nas negociações com a União Europeia e o Japão, dois potenciais fortes aliados no difícil braço-de-ferro comercial em curso com a China.

À margem da guerra de tarifas comerciais, que teve nova batalha na última semana com imposições de taxas de parte a parte, a Casa Branca tem também sobre a mesa a imposição de taxas sobre os veículos e as peças de automóveis importados, o que afeta em especial a União Europeia e pode originar um outro braço-de-ferro paralelo ao mantido com a China.

Donald Trump terá contudo acedido a ganhar algum tempo neste último, decidindo adiar por seis meses a eventual imposição de taxas no setor automóvel.

Outras fontes • New York Times

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