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Crise política na Moldávia sem fim à vista

Crise política na Moldávia sem fim à vista
Direitos de autor REUTERS/Valentyn Ogirenk
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De  Nara Madeira
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Moldávia tem dois governos, o novo executivo, de coligação, é apoiado por União Europeia, EUA e Rússia.

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O novo governo da Moldávia, chefiado por Maia Sandu, demitiu o Comissário-geral da polícia de Chisinau, por insubordinação, e pediu às forças da ordem que apliquem a lei e cumpram as decisões do Parlamento. Uma decisão tomada um dia depois de Alexander Pinzar ter declarado que não reconhecia as novas autoridades. A amnistia Internacional acusa a polícia de inação durante os últimos protestos que passaram por violência contra ativistas e jornalistas.

No país mantém-se a tensão mas a Primeira-ministra disse, à Euronews, estar determinada em mudar o rumo do país:

"É um processo difícil tentarmos livrar-nos desse regime antidemocrático, oligarca, ligado a muitos esquemas de corrupção. Nós limitámos a aprovar, no parlamento, a criação de uma comissão para investigar fraudes no setor bancário, os milhares de milhões de dólares de que toda a gente já ouviu falar. Estamos a tentar libertar o país e vamos fazê-lo porque este é um governo legítimo", afirma Maia Sanu.

A União Europeia apoia o novo governo e diz-se disponível para trabalhar com o novo governo mesmo que dentro da coligação as opiniões sobre o bloco forte europeu não sejam consensuais.

"O objetivo comum é livrar-se dos regimes oligárquicos. Discutimos isso, muito claramente, e temos uma orientação pró-europeia. O partido socialista tem uma orientação diferente. Mas concordamos que o nosso acordo de associação será a base para o trabalho do atual governo. Durante quanto tempo sobreviverá este governo de coligação? Veremos, mas vale a pena correr o risco, porque nós, o país, tivemos que livrar-nos do anterior regime", adiantou a chefe do executivo.

A Moldávia passa por uma grave crise política. O PDM quer continuar a governar mas, e após meses de discussões, o Partido Socialista e o bloco pró-europeu de direita Accum alcançaram um acordo governativo, acordo esse invalidado pelo tribunal constitucional. O Presidente em exercício dissolveu o parlamento um dia depois da constituição do novo executivo.

A Rússia já saudou o nascimento desta coligação, acrescentando esperar que relações entre os dois países melhorem. Também os EUA apoiam a coligação.

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