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Sérgio Moro terá influenciado investigação Lava Jato

Sérgio Moro terá influenciado investigação Lava Jato
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REUTERS/Rafael Marchante
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O ministro da Justiça brasileiro, Sérgio Moro e o procurador federal, Deltan Dallagnol, "trocaram mensagens de texto que revelam que o então juiz federal" teve um papel mais ativo do que aquele que as suas funções permitiam, no julgamento de casos da operação "Lava Jato".

A informação é avançada pela "The Intercept Brasil". A agência de notícias escreve na sua página na internet que em conversas privadas, até agora inéditas, Moro sugeriu a Dallagnol "que trocasse a ordem" das diferentes fases da Lava Jato, "cobrou agilidade" em novas operações, "deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação", terá mesmo antecipado, pelo menos, "uma decisão".

As conclusões são tiradas a partir de conversas, por SMS, a que o organismo teve acesso. Os conteúdos foram enviados, por uma fonte anónima, à "The Intercept Brasil". A agência esclarece que, de acordo com a Constituição brasileira as figuras do acusador e de quem julga não podem misturar-se sendo que "as conversas entre Moro e Dallagnol demonstram que o atual ministro se intrometeu no trabalho do Ministério Público".

Sérgio Moro reagia, pouco depois, no seu blog "O Antagonista". O ministro afirmava, em relação ao conteúdo das mensagens, que não fica demonstrada "qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado". Moro acrescenta que as referidas mensagens foram retiradas do "contexto" e "ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela (...) Lava Jato".

Também o Ministério Público já reagiu dizendo que "antes da apresentação de denúncias" os factos são revistos para "evitar acusações frágeis em prejuízo" dos investigados. Adianta ainda que no caso Tríplex, que implica o antigo presidente da República Lula da Silva "a prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro foi examinada por nove juízes em três instâncias que concordaram, de forma unânime, existir prova para a condenação".

Sérgio Moro é uma das figuras mais centrais da operação Lava Jato já que foi ele que, entre março de 2014 e novembro de 2018, julgou, em primeira instância, crimes ligados à Operação Lava Jato, o maior caso de corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil. Foi aliás Moro que, em 2017, condenou o ex-presidente Lula a nove anos e seis meses de prisão.