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Tensão entre EUA e Irão está longe do fim

Tensão entre EUA e Irão está longe do fim
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Frontline/NTB Scanpix/via REUTERS
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Está longe de estar terminada a contenda entre EUA e Irão, sobre o ataque no estreito de Omã. O dono do petroleiro japonês, dizia, sexta-feira, que as informações, que estão a ser veiculadas pelos EUA, são falsas e que não acredita que os danos no navio tenham sido provocados por minas. Os EUA mantêm a sua versão e dizem estar à procura de consenso internacional:

"É uma situação, no Médio Oriente, de nível internacional. Não é uma questão a ser resolvida pelos EUA e estamos focados - eu, o embaixador Bolton e o secretário Pompeo - em construir um consenso internacional para esse problema que é internacional", referiu Patrick Shanahan, secretário da Defesa em exercício.

Militares norte-americanos dizem que as imagens, a preto e branco, filmadas a partir de uma aeronave dos EUA, mostram elementos da Guarda Revolucionária do Irão num barco patrulha a dirigirem-se para uma das embarcações atingidas para remover um mina que não explodiu.

O Irão afirma que o vídeo não prova nada e diz que está a ser transformado num bode expiatório. Os EUA garantem que estão já a ser preparados planos de contingência. O Reino Unido apoia os EUA mas preparam uma investigação:

"Vamos fazer a nossa própria avaliação, independente, temos como fazê-lo. Mas não temos nenhuma razão para não confiar na avaliação dos EUA, o nosso instinto é acreditar nela porque eles são os nossos aliados mais próximos", explicou Jeremy Hunt, o chefe da Diplomacia britânica.

O Secretário-geral das Nações Unidas também pede que se apurem responsabilidades, evitando um conflito:

"Acreditamos que é importante haver um claro consenso sobre as responsabilidades e acreditamos que é muito importante evitar um grande confronto no Golfo", adiantou António Guterres.

A contenda fez o preço do barril de petróleo aumentar, cerca de um por cento, na última sexta-feira. Já os custos, em termos de seguros para navios que navegam pelo Médio Oriente terão aumentado, pelo menos, 10 por cento, após os ataques que ocorreram quando o primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, visitava Teerão. Uma missão de paz com uma mensagem de Donald Trump.

O Japão era um dos grandes compradores de petróleo iraniano até ser forçado a parar as encomendas devido às sanções dos EUA ao país.