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A ascensão e queda de Alexis Tsipras

A ascensão e queda de Alexis Tsipras
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Nascido e criado em Atenas, Alexis Tsipras tem estado na política desde muito cedo. No início da década de 1990, com apenas 17 anos, liderou manifestações e bloqueios estudantis contra as reformas educativas. Tsipras ganhou fama política, em toda a Europa, quando o Syriza ganhou as eleições de 2015. Os anos que se seguiram foram marcados por várias contradições.

"Alexis Tsipras é um jovem muito charmoso. Ele conseguiu expressar algo diferente, algo novo e fê-lo com muito sucesso. Isso ajudou-o a subir muito rapidamente as escadas da popularidade e da influência política, como líder do seu partido", refere o analista político Kostas Panagopoulos.

Em 2015, os seus eleitores foram aqueles que mais sofreram com a crise financeira e com o subsequente plano de austeridade imposto à Grécia, pelos credores internacionais, no âmbito do programa de resgate do país.

Frustrados e irritados, muitos gregos olharam com esperança para Alexis Tsipras. Então, quando sentiram as consequências do terceiro programa de resgate, que Tsipras assinou, sentiram que chegou a hora de responsabilizá-lo, como sublinha o analista político Andreas Drymiotis:

"Viu o filme "O Lobo de Wall Street"? Ele é assim. É um bom vendedor. Podia vender o seu partido, podia vender-se a si próprio, mas nada mais. Vendia algo que não existia. É por isso que não há substância nas suas políticas. Diria mesmo que é por isso que a queda é tão grande, como vimos nas Eleições Europeias."

Quando a Grécia deixou para trás a era do resgate, a insatisfação entre os eleitores persistiu. Esperavam crescimento e melhores condições de vida, ao invés disso, foram deixados com pesadas tributações e cortes salariais.

"Ele está, agora, a pagar por causa do que a sociedade pensou que seria necessário depois dos programas de resgate. Isto não o feriu, significativamente, a um nível pessoal, mas feriu-o a um nível político. No nível pessoal, ele permanece encantador. Ele é muito mais encantador e tem mais aceitação do que o seu Governo e o seu partido'', evidencia Panagopoulos.

É por isso que muitos analistas advertem que Alexis Tsipras continua a ser a carta mais forte do baralho do Syriza.

A jornalista da euronews, Fay Doulgkeri relata que ''o candidato de centro-direita Kyriakos Mitsotakis será, provavelmente, o próximo primeiro-ministro do país, mas o partido de Tsipras terá, ainda, um forte segundo lugar no Parlamento. As suas opções, como líder da oposição, irão definir o seu futuro político".