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"Breves de Bruxelas": Eurodeputados tomaram posse

"Breves de Bruxelas": Eurodeputados tomaram posse
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REUTERS/Vincent Kessler
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O Parlamento Europeu em Estrasburgo (França) abriu as portas, terça-feira, para os 751 eurodeputados, eleitos em maio passado, e a primeira sessão plenária destinou-se a organizar a casa.

Há novos líderes das bancadas e nova composição nas comissões parlamentares, num hemiciclo fragmentado, com 25 por cento de extrema-direita e o fim da maioria do "grande centrão".

"Penso que é positivo que a antiga grande coligação entre partido popular e os socialistas tenha perdido a hegemonia. Mas a verdadeira questão para o Parlamento Europeu, e para a Europa em geral, é saber se existe efetiva capacidade de ação. Ou será que teremos uma espécie de dança tão complicada que vai impedir que sejam levadas a cabo as políticas necessárias?", Disse, à euronews, o historiador Timothy Garton Ash, da Universidade de Oxford.

Para a nona legislatura, até 2024, já há sete grupos políticos formados, mas poderá surgir um novo porque os eleitos pelo partido britânico Brexit e pelo italiano Cinco Estrelas ainda não se encaixaram. Atualmente há 57 eurodeputados não-alinhados.

Vaga verde

Os verdes são uma das bancadas que saiu mais reforçada das eleições, embora nalguns dos 28 Estados-membros, sobretudo no leste, ainda não sejam uma voz forte.

"A agenda dos verdes estará presente no centro do que a União Europeia vai ter de enfrentar nos próximos cinco anos. Mas agora são precisas reformas concretas por parte da União Europeia e isso não será nem fácil, nem simples", explicou, à euronews, Piotr Maciej Kaczyński, analista político no Instituto para Política Europeia.

"Haverá um milhão de pequenas batalhas para vencer contra certas indústrias e interesses instalados que fazem pressão para travar a descarbonização, por exemplo. Mas vemos como é forte a exigência dos novos líderes com origem na sociedade civil, que também são líderes de uma nova geração”, acrescentou Piotr Maciej Kaczyński.

Os verdes fazem parte dos quatro grupos do centro, que inclui cristãos-democratas, socialistas e liberais. que tentam alcançar uma coligação para fazer aprovar legislação nas áreas prioritárias: alterações climáticas, prioridades económicas, digitalização, Estado de direito, gestão das fronteiras e da migração, política externa.

Este é o tema de abertura do programa "Breves de Bruxelas", que passa em revista a atualidade europeia diária. Em destaque estão, também, as seguintes notícias:

  • A divisão no Reino Unido sobre o Brexit ficou bem patente na primeira sessão plenária do novo Parlamento Europeu. Os eurodeputados britânicos que querem ficar na União Europeia vestiram t-shirts amarelas com a frase "STOP ao Brexit". Já os que defendem a saída do bloco voltaram-se de costas para a bancada presidencial no momento em que tocou o Hino da Alegria, que é hino da União Europeia.
  • Organizações europeias de juventude manifestaram-se a favor de maior integração da União Europeia, numa ação, terça-feira, à porta do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Por ocasião da sessão plenária inaugural, estes jovens defenderam o modelo federalista para ultrapassar as tendencias nacionalistas.