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Desflorestação na Amazónia dispara

Desflorestação na Amazónia dispara
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A Amazónia arde, o Brasil vê o território queimado e o planeta perde parte de um pulmão, em plena crise climática.

O desmatamento da maior floresta tropical do mundo aumentou 88%, em junho, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. É também o segundo mês consecutivo em que a destruição florestal sobe durante a presidência de Jair Bolsonaro.

"Agora há um período de seca da região da floresta amazónica. É nesse período que os grilheiros de terra, os madeireiros, os invasores de terra pública, aqueles que desmatam a floresta, que lucram com a destruição, eles avançam sobre a floresta. É neste momento, exatamente agora, que o governo deveria estar aumentando a fiscalização, mas o que a gente está vendo é uma diminuição, diminuição do orçamento, um presidente da república que milita contra esses fiscais, um ministro do ambiente que persegue esses fiscais e não os deixa fazer o seu trabalho", revela Marcio Astrini, da Greenpeace Brasil.

Em apenas um mês, foi registada uma perda de 920 quilómetros quadrados de floresta. Mas os dados recolhidos e agora divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, um organismo do ministério brasileiro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, parecem não alarmar o executivo de Bolsonaro, que já considerou os índices terem sido manipulados.

O mesmo organismo afirma também que, no total, este ano, 2273,6 quilómetros quadrados de floresta foram já derrubados, atingindo o pior registo desde 2016.

Depois de no final de junho ter sido celebrado um compromisso com a União da Europeia, obrigando os países do Mercosul a respeitarem as metas climáticas do acordo de Paris, as ávores continuam a cair no Brasil, casa de 60% da floresta amazónica.