Líder do executivo diz que proposta de lei da extradição "está morta"

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O projeto de lei esteve na origem de protestos massivos em Hong Kong mas o anúncio de Carrie Lam não convence todos os manifestantes

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Para alguns é uma tentativa de colocar água na fervura depois de semanas de protestos. A chefe do Executivo de Hong Kong anunciou que a polémica proposta de lei da extradição "está morta."

Carrie Lam fez "mea culpa" e admitiu que o trabalho do Governo na condução da proposta foi um "fracasso total": "Persistem dúvidas sobre a sinceridade do Governo ou se o Governo irá recomeçar o processo num conselho legislativo. Não existe semelhante plano. O projeto-lei está morto."

Alguns manifestantes falaram num jogo de palavras e exigiram mais contundência. A proposta de lei motivou vários protestos em Hong Kong.

Em termos práticos, permitiria que a chefe do Executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios. É o caso da China continental, onde os tribunais são controlados pelo Partido Comunista e considerados menos justos.

Em meados de junho o debate chegou a ser suspenso entre pedidos de demissão da chefe do executivo.

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