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Crise climática afeta saúde mental

Crise climática afeta saúde mental
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As temperaturas elevadas na Europa, em junho, bateram todos os recordes, desde que há registo. A par do calor, também a ansiedade em algumas pessoas preocupadas com a crise climática vai crescendo.

A Associação Americana de Psicologia pondera mesmo vir a incluir a ansiedade climática na lista de transtornos mentais. Os primeiros pacientes começam a aparecer nos consultórios com sintomas da perturbação. Eszter Hátszegi é psicóloga na Hungria e já recebeu alguns. "Tenho pacientes que me abordaram expressamente com esse problema. Estão tão preocupados com as alterações climáticas que não conseguem ter uma rotina diária, levar um estilo de vida saudável", afirma.

É sobretudo nos meios urbanos que se desenvolve uma sensação de desamparo. Mas é nas áreas rurais que os efeitos da crise climática são mais imediatos, com consequências na produção.

"Este ano, não tivemos nenhuma precipitação durante o inverno, choveu apenas um pouco durante a primavera e ficámos com medo de que a erva não crescesse. Não sabíamos se íamos poder alimentar os animais ou não", conta András Ördög, agricultor húngaro.

Para este inverno, András só vai ter um terço do feno de que precisa. No entanto, apesar de viver de perto os problemas trazidos pela instabilidade do clima, ainda consegue encontrar algumas soluções.

"Este canal começa a uns quilómetros daqui e vai até um maior, a jusante. No ano passado, com uma simples construção de sacos de areia, conseguimos parar a água aqui e espalhá-la nesta relva, no final tivemos bons resultados e pudemos colher cerca de 60 rolos de feno", revela.

Soluções a médio-prazo que dependem de água para manter. No futuro, a resposta deverá passar por ter menos animais. Tantos quantos possa alimentar.