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As divisões da Europa em discussão na Conferência Internacional de Batumi

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As divisões da Europa em discussão na Conferência Internacional de Batumi
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De Patricia Tavares
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As divisões entre o Leste e o Oeste da Europa foram o tema central do segundo dia da conferência Internacional de Batumi, dedicada ao 10º aniversário da Parceria Oriental da União Europeia.

As divisões entre o Leste o Oeste da Europa foram o tema central do segundo dia da Conferência Internacional de Batumi, dedicada ao 10º aniversário da Parceria Oriental da União Europeia. Esta Parceria pretende reforçar a associação política e a integração económica com países da Europa Oriental e do Sul do Cáucaso.

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"O quadro de valores europeus é desafiado pelas grandes empresas, pelo grande capital, pela Federação Russa; pela manipulação eleitoral e pelas tecnologias chinesas - temos de ser francos neste aspecto. É preciso união e ser fiel aos aos princípios - assim poderemos realmente ganhar", disse Pavel Fischer, da Comissão de Defesa e Segurança do Senado da República Checa.

"O quadro de valores europeus é desafiado pelas grandes empresas, pelo grande capital, pela Federação Russa, pela manipulação eleitoral e pelas tecnologias chinesas - temos de ser francos neste aspecto. É preciso união e ser fiel aos aos princípios - assim poderemos realmente ganhar."
Pavel Fischer
Comissão de Defesa e Segurança do Senado da República Checa

Também se questiona a pessoa que vai liderar a UE nos próximos cinco anos. A ainda ministra da Defesa alemã, Ursula Von Der Leyen, precisa de uma maioria absoluta em Estrasburgo, para chegar ao cargo.

"Parece que ela não era suficientemente ambiciosa em relação à crise climática, ao ambiente, à democratização, ao novo sistema eleitoral... Ouvi dizer que o grupo verde no Parlamento da UE não a vai apoiar, não por causa de Orban, mas por causa das respostas vagas dela a questões muito importantes”, adianta a vice presidenre do Bundestag, Claudia Roth.

Outros apoiam-na como o alemão Michael Gahler, que trabalhou com ela, embora tenha admitido que preferia Manfred Weber: "Não conseguimos enviar um sinal claro ao Conselho. Se tivéssemos enviado um sinal claro em relação a uma pessoa, a prudência do Conselho teria saído diminuída e agora temos de viver com esta reação."

A votação para a eleição de Ursula von der Leyen, designada pelo Conselho Europeu para a presidência da Comissão Europeia, acontece a 16 de Julho, na sessão plenária do Parlamento Europeu.

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