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Manifestações e ameaças de greve agitam novamente Hong Kong

Manifestações e ameaças de greve agitam novamente Hong Kong
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A tensão cresce em Hong Kong, com milhares de pessoas a ignorarem a polícia, ultrassando o limite para o fim dos protestos deste sábado. Com slogans e cartazes como armas, os manifestantes apelaram a uma greve geral para segunda-feira.

Milhares de manifestantes reuniram-se para o protesto de hoje em Mong Kok, um movimentado bairro comercial com um histórico de acolhimento de manifestações pró-democracia.

Hong Kong vive há dois meses em convulsão social, com milhares de pessoas nas ruas contra uma proposta de lei que permitiria ao Governo e aos tribunais da região administrativa especial chinesa a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e denunciam agora o que os manifestantes dizem ser uma "erosão das liberdades".

Na sexta-feira à noite, milhares de funcionários públicos juntaram-se num parque público para mostrar solidariedade com o movimento, que cresceu e agora inclui exigências de eleições diretas e uma investigação a alegada brutalidade policial.

Os residentes de Hong Kong acusaram a polícia de negligência, após 44 pessoas terem ficado feridas no mês passado num ataque que aparentemente era dirigido aos manifestantes.

Nos últimos dois meses foram vandalizados edifícios e atirados tijolos pelos manifestantes, tendo a polícia respondido com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

A antiga colónia britânica passou para a esfera da China em 1997, sob o princípio de um país, dois sistemas.