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Recolher obrigatório volta à Caxemira indiana

Recolher obrigatório volta à Caxemira indiana
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O recolher obrigatório foi aligeirado na região da Caxemira indiana e particularmente na cidade de Srinagar esta sexta-feira e sábado para permitir à população de maioria muçulmana fazer os preparativos para as celebrações do Eid, a maior festa do calendário muçulmano.

Durante o dia, as pessoas puderam circular nos mercados e comprar as reses para o sacrifício, mas as telecomunicações mantiveram-se reduzidas.

Mas o aligeirar da pressão foi sol de pouca dura. No domingo as forças de segurança voltaram às ruas e impuseram de novo o recolher obrigatório.

A Caxemira indiana está isolada há uma semana, desde que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pôs em vigor um recolher obrigatório, ordenou a detenção de várias centenas de líderes locais e ativistas e restringiu as comunicações. Medidas que visam, segundo Nova Deli, controlar a insurreição muçulmana.

Modi que anunciou o fim do artigo 370 da constituição que garante a autonomia da Caxemira indiana, promete uma nova fase de paz e progresso na região. A medida retira à Caxemira a autonomia que lhe foi concedida em troca da adesão à união indiana após a independência, em 1947. O território vai perder a sua constituição e bandeira. As regras que impedem os estrangeiros de comprar terras estão também a ser eliminadas, suscitando receios de que a demografia e o modo de vida sejam alterados.

O Paquistão, que luta pelo território que perdeu com a independência do Reino Unido, indigna-se pelo silêncio da comunidade internacional face à atitude do governo nacionalista hindu de Nova Deli, que compara às práticas do nacionalismo nazi.

A China, que ocupa uma parte do território da Caxemira prometeu apoiar a causa de Islamabad nas Nações Unidas.

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