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Amazónia e Sibéria: pulmões do mundo em risco

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REUTERS/Nacho Doce
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Soam campainhas de alerta na Amazónia e na Sibéria. As duas manchas florestais estão a diminuir a olhos vistos. Na província russa o fumo dos incêndios é visível do espaço e já chega ao Canadá.

Centenas de fogos consumiram este verão na Sibéria uma área equivalente à Estónia: 45 mil kilómetros quadrados. O ministério público russo considera que a maior parte dos incêndios teve mão criminosa.

Pablo Pacheco, Especialista em Florestas do Fundo para a Proteção da Natureza, considera que se assiste a um retrocesso nas políticas de protecção das florestas nalguns países com consequências visíveis. "Houve um esforço importante dos governos, da sociedade civil e dos agricultores para reduzir a parcela de desflorestação, mas com o tempo, como estamos a ver, esses esforços mudam de um momento para o outro. Agora um dos principais desafios é conter as emissões de carbono para a atmosfera," afirma.

As emissões de monóxido de carbono na Sibéria atingiram valores máximos este mês. Uma informação do Observatório Europeu da Atmosfera.

Um quadro não muito diferente do que acontece na Amazónia e que levou o governador do Amazonas, no Brasil, a declarar o estado de emergência na região. OS valores de monóxido de carbono ultrapassaram largamente a média dos últimos 15 anos todos os dias da primeira semana de agosto.

O aumento de fogos coincinde com o aumento da clareira no maior pulmão do mundo.

Os incêndios são um dos métodos usados pelos agricultores para desflorestação. O Fundo Para a Proteção da Natureza considera que a situação ainda é reversível mas não se pode fazer sem os agricultores.

Para o cientista PAblo Pacheco, "é preciso dar uma no cravo e outra na ferradura. Regulamentos, boa fiscalização, um bom sistema de governo e incentivos para os agriculturores para se modernizarem. Mas sim, são problemas reversíveis se houver vontade política e os agricultores tiverem os incentivos certos para conter a desflorestação."

Políticas empenhadas para preservar a floresta que ainda copbre 31% do planeta; absorve 2 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono; é fonte de 75% da água que consumimos e habitat de 80 por cento das espécies.