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"O futuro de Hong Kong é muito negro"

"O futuro de Hong Kong é muito negro"
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REUTERS/Thomas Peter
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Hong Kong entrou na décima semana de protestos. A lista de reivindicações inclui agora questões de regime como o sufrágio universal. Ai Weiwei faz da arte intervenção e interpelação política. Uma motivação que o levou à prisão em 2011. Doze dos advogados de defesa que contratou estão ainda presos.

O artista está agora exilado em Berlim e encontra no endurecimento da resposta das autoridades uma causa muito concreta."É nitidamente visível a mudança de táctica das autoridades. Tornaram-se mais violentos depois do senhor Trump dizer claramente que este é um assunto entre Hong Kong e a China e que não vai interferir. Foi um péssimo sinal, devo dizer. Os valores dos Estados Unidos devem apoiar a liberdade, a democracia e a liberdade de expressão," afirma.

Ai Weiwei diz que falta poder ao governo de Hong Kong e hábitos democráticos ao executivo chinês. "O governo de Hong Kong não consegue decidir sozinho. Tem de pedir ao governo central e a China não tem tradição, nem sequer maneira de negociar. Eles são muito, muito teimosos. E também muito ignorantes. São as características de uma sociedade autoritária, por isso o futuro é muito negro. Claro que esperamos que termine pacificamente, mas tudo pode acontecer," diz em entrevista à Associated Press com a certeza que este é um dos momentos que vai pertencer à História Universal.