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Possível nova coligação em Itália

Possível nova coligação em Itália
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REUTERS/Yara Nardi
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O Partido Democrata de Matteo Renzi, principal voz na oposição em Itália, convidou o Movimento Cinco Estrelas, de Giuseppe Conte, para negociar um possível governo de coligação. Em cima da mesa estarão cinco pontos obrigatórios para os democratas: a lealdade à União Europeia, a sustentabilidade ambiental, a mudança de abordagem na crise dos migrantes, uma nova política social e o respeito total pela democracia representativa.

O atual secretário-geral da formação, Nicola Zingaretti, afirmou querer explorar a possibilidade de partilhar o poder com o referido movimento nos últimos mais de três anos da atual legislatura. Se as negociações falharem Zingaretti é perentório, devem realizar-se eleições antecipadas.

A decisão dos democratas é, de alguma forma, surpreendente, já que as relações entre os dois blocos eram, por norma, crispada e de alguma forma conflituosas.

O colapso do atual governo, que aconteceu terça-feira com o anúncio da demissão de Conte, levou o presidente italiano, que quer evitar, a todo o custo um novo escrutínio, a dar início a consultas aos líderes partidários.

"Dois dias de consultas para permitir que o presidente da República, Sergio Mattarella, encontre, rapidamente, uma nova maioria, alternativa, já que o país tem muitas obrigações internacionais: a cimeira do G7 em França no fim de semana, mas também a iminente nomeação do comissário italiano para a nova Comissão da UE e, mais importante, a votação no Parlamento do Orçamento de Estado, que é a prioridade de Mattarella, mesmo durante as consultas com os líderes partidários. O partido de Zingaretti confirmou que recebeu apoio total dos membros do partido para negociar, mas com base nos cinco pontos que são as suas condições", explica Giorgia Orlandi, a correspondente da euronews em Roma.