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Proactiva Open Arms arrisca sanções

Proactiva Open Arms arrisca sanções
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GUGLIELMO MANGIAPANE
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A autorização do desembarque dos migrantes que se encontravam a bordo do navio "Open Arms", no porto italiano de Lampedusa, foi apenas mais um capítulo de uma novela que está para durar.

Terminado o impasse em mar, em terra a vice-presidente do Governo espanhol sublinhou que a embarcação, operada pela organização não-governamental (ONG) Proactiva, tem apenas "licença para transportar ajuda humanitária como alimentos."

"O Open Arms não tem autorização para resgatar pessoas. O capitão do barco sabe disso, o ministro do Fomento, que tutela a Marinha Mercante, recordou isso a certa altura", disse.

Carmen Calvo insistiu que a ONG deve respeitar a lei espanhola e que pode vir a ser sancionada, com uma multa de até 900 mil euros.

Uma resposta, durante uma entrevista à estação de rádio Cadena Ser, às declarações do fundador da Proactiva Open Arms. Óscar Camps disse que queria continuar a salvar vidas em perigo na rota migratória mais mortífera do mundo. E lamentou que a embarcação esteja retida, como se tivesse feito parte de um delito.

Em Espanha, a oposição exigiu explicações do Governo. Através do Twitter, a formação de extrema-direita Vox acusou a ONG de "colaborar com o tráfico humano" ainda que tenha atribuído ao fundador da ONG, Óscar Camps, a função de capitão da embarcação.

O navio da Marinha espanhola Audaz, que tinha partido rumo a Lampedusa antes da Procuradoria de Agrigento (Sicília) dar "luz verde" ao desembarque de migrantes continuará viagem. Trará para Espanha o número de pessoas que for determinado em caso de se ativar a repartição dos migrantes que alguns países europeus se ofereceram para acolher.