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"Diplomacia" regressou ao dicionário de Trump? Balanço do G7

"Diplomacia" regressou ao dicionário de Trump? Balanço do G7
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Biarritz é conhecida como a capital do surf na Europa e havia dúvidas sobre que ondas iria esta cimeira do G7 produzir, depois do caos da reunião do ano passado. Agora, Emmanuel Macron e Donald Trump pareceram entender-se melhor. O presidente francês mostrou-se disposto a apadrinhar conversações entre os Estados Unidos e o Irão e Donald Trump gostou da ideia: "Não queremos mudar a liderança no Irão. Queremos é que não haja armas nucleares nem mísseis balísticos durante um longo período. É algo que podemos conseguir muito rapidamente", disse o presidente norte-americano.

O otimismo de Trump estende-se também à guerra comercial com a China, depois de os ânimos terem azedado com a imposição mútua de taxas alfandegárias sobre vários produtos: "Eles querem muito chegar a um acordo. O vice-presidente da China disse que quer um acordo em condições tranquilas e eu concordo com a palavra tranquilas, porque a China sofreu um duro golpe nos últimos meses, com a perda de três milhões de empregos, números que podem vir a ser ainda piores", disse também Trump na cimeira.

Darren McCaffrey, euronews: "Com Trump na presidência, os Estados Unidos viram-se do outro lado da mesa face aos outros países do G7 em temas como o Irão, o Comércio e as alterações climáticas. Mas esta cimeira parece ter mudado os ânimos. Trump parece mais disposto a enveredar pela diplomacia, uma palavra que não se ouviu muito na Casa Branca, nos últimos tempos".

Isso não quer dizer que haja unanimidade em todas as matérias. A cadeira de Trump ficou vazia na reunião em que se discutiu o clima e se prometeu a ajuda ao Brasil contra os fogos na Amazónia, que acabaria recusada por Bolsonaro.

No geral, esta reunião do G7 parece ter sido palco do regresso de alguma da unidade perdida entre os Estados Unidos e a Europa o que, a confirmar-se, é uma vitória para o presidente Emmanuel Macron.