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Tartaristão quer atrair investimento

Tartaristão quer atrair investimento
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O Cazã acolheu este ano o torneio internacional de educação profissional. Para a república russa do Tartaristão, os grandes eventos são uma forma de dinamizar a economia e o turismo e atrair investimento internacional.

O torneio reuniu participantes de 60 países. Cada um mostrou o que sabia na sua área de competência, da eletrónica, à pastelaria. A competição pode mudar a vida de um jovem. A vencedora sueca da edição 2017 trabalha agora na manutenção dos helicópteros do exército sueco. "Antes, mal sabia usar uma chave de fendas, mas depois ouvi falar de manutenção de aviões e fiquei intrigada com a complexidade da tarefa. Desde o início, adorei logo", contou Caroline Söderqvist, Campeã do WorldSkills 2017 em Manutenção de Aeronaves.

Promover o país para captar investimento

Com uma população de quase 4 milhões de pessoas, o Tartaristão já acolheu vários eventos internacionais, com o objetivo de atrair investimento. "Estes eventos marcam as pessoas. Atraímos novos voluntários, novos especialistas, obriga-nos a aprender línguas, e a preparar infraestruturas de hotelaria e transportes", disse Rustam Minnikhanov, Presidente da República do Tartaristão.

Uma história milenar marcada pela coexistência de várias culturas e religiões é um dos argumentos da república russa para atrair turistas e estudantes de países estrangeiros.

Para poder realizar o Torneio Internacional de Educação Profissional, o Tartaristão construi um novo centro de exposições. "Para ter uma boa economia, precisamos de mão de obra qualificada e investidores. Adotámos uma abordagem global , desenvolvemos as infraestruturas que atraem investidores, quer sejam estrangeiros ou russos", explicou Rustam Minnikhanov, Presidente da República do Tartaristão.

Torneio Internacional de Educação Profissional, Tartaristão

Investimento estrangeiro

Os países que mais investem no Tartaristão são a Turquia, a Alemanha e a França. O país quer desenvolver o setor das tecnologias e criou uma agência para facilitar o investimento estrangeiro. "O Tartaristão tem uma boa base industrial, petroquímica, engenharia, um bom setor agrícola e energia. Hoje em dia qualquer setor económico está inextricavelmente ligado ao processo de digitalização. Por isso as tecnologias da informação são uma área onde deve haver muito investimento", referiu Taliya Minullina, chefe da agência de desenvolvimento.

Taliya Minullina, chefe da agência de desenvolvimento do Tartaristão

A aposta nas tecnologias da informação e na robótica

Construída há quatro anos, a cidade de Inopolis, nos arredores de Cazã, foi o local escolhido para instalar a primeira universidade russa especializada em ciências computacionais e robótica. A zona económica especial tem mais de 3500 residentes permanentes. "É uma oportunidade execional para os jovens profissionais estudarem, viverem, trabalharem e criarem os filhos, tudo no mesmo lugar", contou Ruslan Shagaleev, presidente de Innopolis.

A Universidade de Inopólis ambiciona criar uma nova geração de especialistas em tecnologias da informação e robótica capaz de competir no mercado global.

Entre os 80 professores oriundos de 22 países, a universidade russa recrutou um especialista em software da Suíça. "Há cinco anos, ninguém conhecia Inopolis. No fundo foi uma aposta. Mas as condições de trabalho são excelentes, os estudantes têm bolsas, têm professores de alto nível vindos do mundo inteiro, da Europa, da Ásia e da América do Norte", disse Bertrand Meyer, chefe do laboratório da Universidade de Inopolis.

Os estudantes podem candidatar-se a bolsas de estudo que pagam as propinas e o alojamento. As aulas são em inglês. "A universidade trabalha com os representantes da indústria para identificar as competências importantes que devem ser adquiridas pelos estudantes", explicou Dragos Strugar, estudante de ciências da computação na Universidade de Inopolis.

Projecto de alunos da Universidade de Inopolis

A silicon valley do Tartaristão

As companhias internacionais que se instalaram nesta silicon valley do Tartaristão valorizam os benefícios fiscais e o apoio da universidade. "É preciso não esquecer que estamos numa zona económica especial. Há benefícios fiscais, o que é importante para nós e uma equipa jovem e ambiciosa que nos apoia e ajuda a todos os níveis e de forma rápida", referiu Albert Mardanov, Diretor do Centro de Inovações da Schneider Electric.

Albert Mardanov, Diretor do Centro de Inovações da Schneider Electric