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Irão alarga data aos signatários europeus mas mantém ameaças

Irão alarga data aos signatários europeus mas mantém ameaças
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Reuters
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Depois de ter ameaçado tomar medidas já esta quinta-feira, 5 de setembro, o presidente iraniano decidiu dar mais dois meses aos países europeus signatários do acordo nuclear (Alemanha, Reino Unido e França) para salvarem o pacto, prestes a ser rasgado depois dos EUA anunciarem a retirada e ameaçarem sanções.

O governo de Rouhani 'estendeu um tapete de oportunidade' à Europa, mas admite que se os esforços diplomáticos falharem, há cartas em cima da mesa que podem alterar o acordo, falando de um "terceiro passo". O presidente iraniano não entrou em detalhes sobre o que queria dizer o tal "terceiro passo", mas acredita-se que a medida tenha a ver com o enriquecimento de urânio, ou seja, um incumprimento do acordo.

O Irão espera resposta dos países europeus signatários do acordo, até porque o presidente francês, Emmanuel Macron, deixou claro, na Cimeira do G7, que iria ajudar nas negociações entre os EUA e o governo de Rouhani, o qual não se mostrou disponível em negociar com o homólogo norte-americano, enquanto as sanções dos EUA se mantiverem.

"(...) O que acontece no Irão ou na Síria afeta-nos diretamente. Nunca devemos esquecer que foi aqui que os ataques de novembro de 2015 foram organizados."

Mas, entre tudo isto, está também uma oferta do governo francês ao Irão de 15 mil milhões de dólares em linhas de crédito, caso o país volte ao cumprimento total do acordo nuclear de 2015.

Anelise Borges, enviada especial da Euronews a Teerão, confirmou a tensão vivida no país depois da proposta francesa.

"As autoridades iranianas continuam a estudar a proposta, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, o qual disse que o retorno do país à plena implementação do acordo nuclear estava sujeito a 15 mil milhões de dólares durante um período de quatro meses.", explica Anelise Borges, no local.

"As notícias de que a Europa ainda está à espera de uma luz verde dos EUA estão a provocar pessimismo e desapontamento no Irão, e ninguém acredita que os EUA darão sinal verde dentro das próximas 24 ou 48 horas e, portanto, essa linha de dados, esse ultimato emitido pelo Irão à Europa para salvar o acordo nuclear até 5 de setembro, é, provavelmente, um "vai e vem".", conclui a jornalista da Euronews no terreno.