A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Irão nega envolvimento nos ataques na Arábia Saudita

Irão nega envolvimento nos ataques na Arábia Saudita
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O Irão considerou "insensatas" as acusações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, que responsabilizou a República Islâmica por um ataque de drones no sábado contra duas instalações petrolíferas sauditas, reivindicado pelos rebeldes iemenitas.

"Tais acusações e observações estéreis e indiscriminadas são incompreensíveis e insensatas", disse o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Mousavi, sugerindo que as mesmas deverão justificar "ações futuras" contra o Irão.

Um ataque com drones, reivindicado pelos rebeldes iemenitas Huthis, provocou incêndios em duas instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco em Abqaiq e Khurais na Arábia Saudita, obrigando este país, o maior exportador mundial de petróleo, a reduzir temporariamente a produção para metade.

O ataque foi condenado "firmemente" pela Casa Branca e Pompeo acusou o Irão de ter "lançado um ataque sem precedentes contra o fornecimento energético mundial".

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, culpou hoje o Irão pelos ataques com drones contra a infraestrutura de petróleo da Arábia Saudita e exortou todas as nações a "condenar os ataques".

Para Moussavi, estas declarações pretendem "minar a reputação de um país, para criar um quadro para no futuro lhe aplicar sanções".

Os Huthis, apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita, reivindicam regularmente lançamentos de mísseis com drones contra alvos sauditas e afirmam que agem como represália contra os ataques aéreos da coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen em guerra desde 2015.