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Usar a energia solar para transformar resíduos

Centro de Las Nuevas Tecnologías del Água (CENTA), onde investigadores portugueses e espanhóis desenvolvel o projeto SECASOL
Centro de Las Nuevas Tecnologías del Água (CENTA), onde investigadores portugueses e espanhóis desenvolvel o projeto SECASOL -
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LUÍS FORRA/LUSA
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Usar a energia solar para secar lamas e lixo. Um projeto ibérico que mobiliza cientistas e técnicos dos dois lados da fronteira. Andaluzia, Alentejo e Algarve são as regiões pioneiras. Para os investigadores, o tratamento de águas residuais está otimizado. É importante agora encontrar soluções para os residuos sólidos.

David Loureiro, coordenador do projeto em Portugal e investigador do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), diz que o projeto "procura encontrar uma solução para melhorar a eficiência energética no uso da energia solar no tratamento destes resíduos".

Iniciado em outubro de 2017, o SECASOL pretende, numa primeira fase, diminuir custos, mas tem a ambição de transformar as lamas e os resíduos sólidos em fertilizante. Uma espécie de compostagem à escala industrial. Até agora, a secagem das lamas é um processo dispendioso. Pode representar quase dois terços do custo de operação de uma estação de tratamento. Com o aproveitamento da energia solar, baixaria drasticamente. Depois de secos, os resíduos poderiam ser usados na agricultura e como combustível.

Alvaro Real Jiménez, coordenador geral do Centro de Las Nuevas Tecnologías del Água (CENTA), na Andaluzia, em Espanha, explica que, com esta tecnologia, "poderá ser possível reduzir não só a quantidade de organismos patogénicos”, como também o volume das lamas e "valorizá-las do ponto de visto económico, além de fazer uso de uma energia renovável e de uma fonte a custo zero". "Dar-lhe um valor e introduzir no mundo da depuração o conceito de economia circular, deixando de tratar a lama como um resíduo, mas sim como um sub-produto que pode ser aproveitado," é o objetivo segundo o responsável espanhol.

O projeto SECASOL está a ser desenvolvido em parceria entre a Deputacion de Huelva, a Fundación Centro de Las Nuevas Tecnologias de la Água (CENTA) e a Compañia Espanõla de Servicios Públicos Y Auxiliares (CESPA), de Espanha; e, do lado português, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a GESAMB – Gestão Ambiental e de Resíduos, Águas do Algarve, a Agência Regional de Energia e Ambiente (AREAL). Com um valor de quase 800 mil euros, é financiado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), ao abrigo do Programa Europeu de Cooperação Transfronteiriça INTERREG VA Espanha-Portugal (POCTEP).