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Nomeação de Elisa Ferreira recebe "luz verde"

Nomeação de Elisa Ferreira recebe "luz verde"
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A nomeação de Elisa Ferreira para o cargo de comissária europeia para Coesão e Reformas recebeu a "luz verde" dos deputados europeus.

A ex-ministra socialista foi ouvida e questionada esta quarta-feira numa audição na comissão de Desenvolvimento Regional da assembleia europeia, na qual descreveu as "tarefas fundamentais" das funções que se dispõe a assumir e durante a qual prometeu defender "o valor mais elevado possível" para alocar às políticas de coesão no próximo orçamento da União Europeia, apesar do corte de 10% contemplado na proposta apresentada em Maio.

Elisa Ferreira: "Na Comissão e seja onde for, irei apoiar sempre o valor mais elevado possível, não por ser candidata a este cargo, mas por acreditar que a Europa não se pode alargar ou desenvolver e continuar a reduzir os meios de apoio às suas políticas."

Eurodeputados do PSD, BE e PS saudaram "o recuo" da comissária europeia designada por Portugal relativamente à proposta da Comissão para a coesão, depois de, em respostas escritas enviadas ao Parlamento Europeu na semana passada, Elisa Ferreira ter indicado que os cortes previstos no orçamento 2021-2027 são "moderados" e "o melhor cenário possível" face ao atual contexto.

José Gusmão, eurodeputado do Bloco de Esquerda: "Houve de facto um recuo em relação à formulação das respostas escritas, que apoiavam os cortes na coesão, para um compromisso de se bater, com o apoio do Parlamento - que terá -, para que não haja cortes na política de coesão. Esse é um compromisso que apoiamos e, naturalmente, iremos acompanhar."

José Manuel Fernandes, eurodeputado do PSD: "A comissária indigitada chumbou na prova escrita, mas passou na prova oral. Por isso, há uma contradição entre o que escreveu e o que, depois, acabou por dizer. Nós nunca poderiamos aceitar um corte de 10% na política de coesão."

Elisa Ferreira assumirá a 1 de novembro a pasta na Comissão dirigida por Ursula von der Leyen, sendo a primeira mulher portuguesa a integrar o executivo comunitário desde que Portugal aderiu à comunidade europeia.

Isabel Marques da Silva, euronews: "Apesar de Elisa Ferreira se querer colocar ao lado dos eurodeputados sobre a necessidade de não haver cortes no próximo orçamento plurianual, a verdade é que há uma grande divisão entre os Estados-membros. Países como a Alemanha até podem querer ainda alguma margem de manobra, mas os Estados nórdicos estão decididamente contra aumentos no orçamento. Esta negociação pode durar ainda alguns meses, até à Primavera. Só nesse altura é que se saberá quanto dinheiro vai haver disponível para a política de coesão."

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