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Civis sofrem com ofensiva turca na Síria

Civis sofrem com ofensiva turca na Síria
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Com este novo episódio da guerra na Síria, tal como nos capítulos anteriores, é a população civil a pagar o preço mais alto. A televisão Kurdistan 24 mostrou as multidões concentradas na zona de Tal Tamer, onde recebem ajuda do Programa Alimentar Mundial e de outras organizações. Para os curdos, esta é uma situação cujo responsável tem um nome: Recep Tayyip Erdoğan, o presidente da Turquia.

Diz uma mulher: "O que quero dizer ao mundo é que não entendo por que Erdoğan está a fazer isto connosco. Estão a fechar os olhos ao que nos está a acontecer. Não comemos desde ontem, temos fome".

Uma das principais preocupações da comunidade internacional é o destino dos combatentes do Daesh e famílias que são prisioneiros dos curdos. A Euronews falou em exclusivo, via Skype, com um dirigente das Forças Democráticas Sírias.

"Apesar do ataque, as nossas forças continuam a controlar as prisões e os campos onde estão os combatentes do Daesh e as famílias. Mas, mais tarde ou mais cedo, as forças que protegem esses prisioneiros vão ter de sair, para protegerem as suas próprias famílias, que estão a ser bombardeadas pelo governo do AKP. Não estamos a ameaçar a comunidade internacional com a possibilidade de libertar os combatentes do Daesh, mas só temos duas opções: Ou protegemos o mundo do Daesh e deixamos que matem os nossos filhos, ou tomamos a responsabilidade de proteger as nossas famílias", explica Hikmat Habib.

O apoio à causa dos curdos está a mobilizar pessoas, na grande maioria membros da comunidade, em toda a Europa. Foi o que aconteceu em cidades como Paris, Zurique e Berlim, onde foram organizadas manifestações contra os ataques e contra o governo turco de Recep Tayyip Erdoğan.

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