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Gael García Bernal no Festival de cinema Lumière

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Gael García Bernal no Festival de cinema Lumière
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De palhaços de rua, que tentam ganhar a vida a fazer rir, a assaltantes, que começam com pequenos crimes até se embrenharem numa espiral de violência difícil de deter.

"Chicuarotes", a mais recente película realizada pelo também ator mexicano Gael García Bernal, tem como pano de fundo a vida em San Gregorio de Atlapulco, bairro pobre na Cidade do México.

Apresentado em Cannes, este e outros trabalhos de García Bernal também estiveram em destaque no Festival de cinema Lumière, em Lyon, com uma retrospetiva.

Em entrevista à Euronews, o ator falou de projetos e do compromisso com o México e a América Latina.

"Sinto que o cinema mexicano e latino-americano têm muito a oferecer-me. É o lugar onde posso exprimir-me realmente, onde posso (...) aproveitar a sorte que o destino me deu de nascer no México", sublinhou García Bernal.

"Chicuarotes" é o nome pelo qual são conhecidos os habitantes de San Gregorio de Atlapulco, dominados pelo estigma da indiferença social. O desespero dos mais jovens atira-os com frequência para variadas formas de violência.

"A violência doméstica é a mais silenciosa e difícil de controlar de alguma forma. Também é a mais difícil de evitar. Obviamente que ao fazer um filme estamos a ser otimistas", explica o realizador mexicano, referindo-se ao tema da violência doméstica presente no filme.

Pimenta típica da região, "Chicuarote" é também a alcunha dada aos habitantes de San Gregorio. Com a mesma acidez do bairro no sul da Cidade do México, o filme mostra o dia-a-dia sombrio a par da luta da sobrevivência.

"No filme Chicuarotes, o personagem de Cagalera é carne para canhão. É mais um recruta junto do qual alguém se pode aproximar e convidar para se juntar. (...) Ao faltar justiça social, não há hipótese de existir paz, definitivamente", lembra o realizador.