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Resultados das presidenciais envoltos em polémica

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UESLEI MARCELINO/ Reuters
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O presidente da Bolívia vê as denúncias de fraude eleitoral, feitas pela oposição, como uma tentativa de levar a cabo um "golpe de estado". Evo Morales garante que venceu o escrutínio, sem necessidade de segunda volta, e pede aos seus apoiantes que se mantenham alerta.

Na Bolívia o descontentamento, pós-eleitoral, é evidente. As queixas de manipulação dos votos acumulam-se e refletem-se nas ruas, com manifestantes em confrontos com a polícia.

A oposição tem liderado a onda de críticas e de protestos, desde interrupção da contagem dos votos, poucas horas depois desta ter começado. O escrutínio pode ser acompanhado no portal do Órgão Eleitoral Plurinacional chileno. O Supremo Tribunal Eleitoral veio, entretanto, esclarecer que se trata de uma contagem preliminar e que não é vinculativa.

Mesa não aceita as justificações nem os resultados e acusa Evo Morales, que está a menos de um ponto de conseguir vencer à primeira volta, de fraude eleitoral:

"Neste preciso momento, está a acontecer, a poucos metros daqui, uma gigantesca fraude que pretende fazer-nos acreditar que não há segunda volta, mentindo ao país e virando as costas a todos e roubando-nos a soberania popular", acusou Mesa.

Quando estão contados 97 por cento dos votos a vantagem entre Evo Morales e o seu rival Carlos Mesa aumentou e é agora de 9,42 por cento. O chefe de Estado, que está a menos de um ponto de evitar a segunda volta, tem pouco mais de 46 por cento dos votos, o candidato da Aliança Comunidade Cidadã não chega aos 38. Mantém-se tudo em aberto enquanto o governo chileno diz-se pronto a investigar as acusações de fraude:

"Enquanto governo interessa-nos que todo o processo seja transparente. Somos os mais interessados em que se contem todos os votos dos bolivianos e bolivianas e, nesse sentido, pedimos ao Secretário-geral do Órgão Eleitoral Plurinacional que crie uma comissão que faça uma auditoria a todo o processo de contagem oficial dos votos das eleições de 20 de outubro", afirmou o chefe da Diplomacia chilena, Diego Pary.

Enquanto a presidente do Supremo Tribunal Eleitoral se mostrava chocada com as acusações de fraude eleitoral, o seu vice-presidente demitiu-se.

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