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Boris Johnson obtém maioria absoluta

Boris Johnson obtém maioria absoluta
Direitos de autor  LUSA/EPA/NEIL HALL
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O impasse por causa do "Brexit" parece estar prestes a chegar ao fim com a maioria absoluta conseguida pelo Partido Conservador britânico nas eleições legislativas antecipadas desta quinta-feira.

Com a contagem dos votos praticamente fechada, o primeiro-ministro superou a barreira dos 326 assentos necessários para garantir a maioria na Câmara dos Comuns, conseguindo 363 deputados.

A formação liderada por Boris Johnson ganhou terreno no Norte de Inglaterra, conquistando novos deputados num bastião do Partido Trabalhista há várias gerações.

Johnson já disse que o Partido Conservador tem o "mandato para concretizar o 'Brexit'", previsto para 31 de janeiro, à luz do último acordo negociado com a União Europeia.

O líder do Labour, por outro lado, falou numa noite "dececionante." Jeremy Corbyn sublinhou que não será candidato da formação nas próximas eleições, na sequência do pior resultado do partido desde 1935.

A formação Trabalhista caiu para os 203 deputados, mas foi o Partido Nacionalista Escocês (SNP) que saiu reforçado, com 48 dos 59 assentos em jogo. Os Liberais Democratas somam 11.

Mas se é verdade o um referendo parece estar caminhar para a resolução, também é que verdade que um outro pode estar a caminho.

O forte desempenho do Partido Nacionalista Escocês (SNP) na Escócia fez soar os alarmes em relação a uma segunda consulta popular sobre a independência de Londres.

As reações da Europa e dos EUA

No rescaldo do escrutínio e à chegada para o segundo dia de cimeira europeia, em Bruxelas, Charles Michel, o presidente do Conselho Europeu, congratulou Boris Johnson e reclamou um acordo rápido de saída do Reino Unido da UE.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também destacou a "vitória retumbante" e disse querer colaborar com Johnson "em nome da amizade e cooperação entre as duas nações."

Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, felicitou Johnson e disse estar empenhado em "trabalhar em conjunto para o benefício dos respetivos povos, para a paz e prosperidade na Europa."

Donald Trump, o presidente dos EUA, também recorreu ao Twitter para elogiar Boris Johnson e sublinhar que "o Reino Unido e os EUA estão agora livres para caminhar para um novo acordo comercial depois do 'Brexit.'"

Acrescentou que é um acordo com potencial "para ser maior e mais lucrativo do que qualquer outro que fosse feito com a União Europeia."