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Tebboune apela à oposição para juntar esforços na reforma do país

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Abdelmadjid Tebboune pretende integrar a oposição na reforma da Argélia
Abdelmadjid Tebboune pretende integrar a oposição na reforma da Argélia   -   Direitos de autor  RYAD KRAMDI / AFP
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O presidente eleito esta sexta-feira na Argélia, Abdelmadjid Tebboune, pretende restabelecer a paz social e lançar uma nova era no país.

Antigo primeiro-ministro num curto período do último mandato de Abdelaziz Bouteflika, Tebboune, de 74 anos, promete agora estender a mão ao movimento de contestação "Hirak", lançado em fevereiro, então, contra a recandidatura do anterior chefe de Estado, que estava há 20 anos no poder, e, agora, contra a alegada continuidade desse regime.

No primeiro discurso após conhecido o triunfo, e com os protestos na rua, o presidente eleito assumiu-se "pronto para um diálogo direto com o movimento 'Hirak', com a pessoa que indicarem como porta-voz, para clarificar diversas situações".

"[O objetivo da aproximação é] recuperar a confiança entre nós e restaurar a boa vontade para que possamos, com Deus como minha testemunha, construir uma nova Argélia", afirmou Abdelmadjid Tebboune.

O movimento "Hirak" promete contudo não desistir da luta. Milhares de pessoas voltaram a manifestar-se sexta-feira à tarde na capital, Argel, e noutras cidades do país, contestando o sistema político agarrado ao poder e desligado da mutação na sociedade argelina.

A eleição de Tebboune ficou marcada pelo boicote às urnas de milhares de eleitores e, consequentemente, o escrutínio registou uma abstenção recorde acima dos 60 por cento (39,83% de participação, de acordo com a Anie, a Autoridade Nacional das Eleições).

O antigo primeiro-ministro foi eleito presidente esta sexta-feira, à primeira volta, com 58,15 por cento dos votos contabilizados.

Perante o ceticismo de boa parte dos argelinos, Tebboune promete uma reforma na Constituição submetida a "referendo popular", rejuvenescer o executivo "com jovens de 26 ou 27 anos" e lutar contra a corrupção através da "separação definitiva do dinheiro da política".

Tebboune foi demitido por Bouteflika em agosto de 2017, menos de três meses após a nomeação como primeiro-ministro e depois de ter criticado os oligarcas próximos do chefe de Estado, em particular o seu irmão Said, definido então como um “Presidente bis”.

Said Bouteflika foi condenado em setembro a 15 anos de prisão por conspiração, enquanto diversos oligarcas estão em prisão preventiva ou foram condenados em casos de corrupção.

Pelas redes sociais, Tebboune garantiu estar comprometido "com a mudança". "Somos capazes de o fazer", disse, agradecendo aos argelinos pela "confiança depositada" e convidando-os "a serem vigilantes e a listarem-se para construir juntos a nova Argélia."

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