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"Luanda Leaks": Isabel dos Santos arguida arrisca mandado de captura

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Isabel Santos pode ser alvo de mandado de captura se não se entregar em Luanda
Isabel Santos pode ser alvo de mandado de captura se não se entregar em Luanda   -   Direitos de autor  AP/ Paulo Duarte (2015)
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Três dias após divulgação da investigação jornalística "Luanda Leaks", Isabel dos Santos foi constituída arguida pela Procuradoria-Geral da República de Angola, sob suspeita de má gestão e de desvio de fundos do Estado enquanto exerceu como presidente da petrolífera pública angolana, Sonangol.

A decisão foi anunciada esta quarta-feira pelo próprio Procurador-geral.

Antes de viajar Portugal, onde é esperado esta quinta-feira para se reunir com a homóloga portuguesa Lucília Gago, Hélder Pitta Grós admitiu pedir inclusive um mandado de captura internacional caso a filha do antigo presidente de Angola não se entregue à justiça de forma voluntária.

Entretanto, foi também anunciada a saída de Isabel dos Santos do Eurobic, onde detinha mais de 40 por cento das ações, agora à venda e com interessados, garante o banco de capitais luso-angolanos.

Em Portugal, o primeiro-ministro acedeu pela primeira vez, a falar do caso "Luanda Leaks", divulgado domingo à noite pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação, num trabalho que envolve a dupla de media portuguesa Expresso/SIC e no qual Isabel dos Santos é acusada de ter desviado mais de 90 milhões de euros dos cofres de angola para contas pessoais no Dubai.

Em resposta ao Bloco de Esquerda, António Costa negou qualquer acesso direto de Isabel dos Santos ao seu gabinete em São Bento e garantiu nunca ter favorecido à empresária.

"Nem favor nem desfavor. Nós temos de tratar as pessoas todas por igual. Achamos perfeitamente normal que Angola proceda às investigações que entende fazer e a nós só nos compete colaborar nessas investigações. Não há aqui nenhum 'irritante'. Pelo contrário, há um total alinhamento sobre essa matéria (entre Portugal e Angola)", afirmou o primeiro-ministro português.

No processo-crime a correr em Angola, são também arguidos os portugueses Mário Leite Silva, Paula Oliveira e Nuno Ribeiro da Cunha, três pessoas próximas da filha de José Eduardo dos Santos através das várias empresas onde a engenheira detém participações.