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"Há muitos líderes loucos neste mundo. Basta um para outro Holocausto"

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Samuel Marder, um sobrevivente do inferno nazi
Samuel Marder, um sobrevivente do inferno nazi   -   Direitos de autor  AFP
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Samuel Marder foi detido aos 10 anos pelos nazis. Passou três anos e meio nos campos de concentração, sobreviveu, tornou-se violinista e hoje em dia anda pelo mundo a contar a experiência de terror vivida, tentando alertar os jovens para não permitirem a repetição de um dos maiores crimes da Humanidade.

"Infelizmente, agora há muitos líderes loucos neste mundo. Basta apenas um homem louco para criar outro Holocausto e eu acredito que isto possa acontecer", afirmou este homem de quase 90 anos, natural de Chernovitz, numa região outrora pertença da Roménia e hoje em dia da Ucrânia.

Marder foi um dos muitos que viverem por dentro o terror imposto pelos nazis durante a II Guerra Mundial.

"No nosso campo de concentração não era distribuída qualquer comida. Nem mesmo comida estragada. Por isso, eles não precisavam de nos fuzilar nem de nos incinerar para nos matar. Só tinham de esperar que morrêssemos por nós mesmos, mas, mesmo sob todas aquelas condições, nós conseguimos lutar pela nossa vida. Para mim, termos sobrevivido foi um milagre", assume o violinista.

Quando foi libertado, Marder tentou esquecer tudo e fechar a experiência num recanto da memória.

"Só queria ir para casa. Sentia que se tivesse de voltar para lá, não iria sobreviver. A única forma de seguir em frente, era tentar ignorar o que tinha vivido durante tanto tempo", contou este sobrevivente que tem vindo, nos últimos anos, a partilhar as tristes memórias através de livros e conferências.