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Irlandeses procuram novo rumo para o país

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Irlandeses procuram novo rumo para o país
Direitos de autor  Peter Morrison
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Os candidatos às Legislativas na Irlanda já votaram. Os irlandeses estão a ser chamados às urnas, este sábado, a escolher uma nova composição para o parlamento. Um escrutínio muito aguardado porque se espera que resolva o impasse político que o país vive. As assembleias de voto abriram às sete da manhã e encerram às 22h, a mesma hora que em Lisboa. Mas a contagem dos votos só acontecerá a partir das nove horas da manhã de domingo.

Nas anteriores eleições, em 2016, os conservadores do (Fina Goel) Fine Gael venceram mas sem maioria absoluta e o acordo com o Fianna Fáil, alcançado após 70 dias de negociações, não permitiu ao primeiro-ministro Leo Varadkar levar até ao fim o seu mandato, acabando por pedir a convocação de eleições antecipadas.

Pela primeira vez na história o Sinn Féin, que nunca fez parte de um governo na Irlanda, é um verdadeiro concorrente no escrutínio. A última sondagem do Irish Times dava mesmo a liderança, em termos de intenções de voto ao antigo braço político do grupo paramilitar Exército Republicano Irlandês, conhecido por IRA. O vencedor das anteriores Legislativas estava em terceiro lugar.

O próximo parlamento ganha dois novos assentos, para refletir o aumento populacional. Para se garantir uma maioria estável é preciso conquistar 80 assentos, dos 160 disponíveis. Parte do parlamento irlandês é composta por deputados independentes e de partidos com menor expressão como o Trabalhista ou os Verdes.

A Irlanda tem vindo a recuperar após a grave crise financeira. Ainda que as perspetivas económicas sejam boas os desafios são também grandes para o próximo executivo. A acontecer uma mudança de paradigma político no país ela deve-se ao descontentamento dos irlandeses em relação a questões como a saúde, os impostos e as pensões de reforma, entre outras.

O novo executivo desempenhará também um papel importante nas negociações entre União Europeia e Reino Unido para um novo acordo de comércio já que o país faz parte do bloco forte europeu e o seu principal parceiro comercial, o destinatário primário das suas exportações, é o país de sua majestade Isabel II.