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Reino Unido quer imigração qualificada no pós-Brexit

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Reino Unido quer imigração qualificada no pós-Brexit
Direitos de autor  Stefan Rousseau/PA via AP
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O Reino Unido quer privilegiar no pós-Brexit uma imigração de cérebros considerados "brilhantes" em detrimento de "trabalhadores pouco qualificados".

O governo britânico apresentou esta quarta-feira o novo sistema de imigração baseado em pontos, que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2021, com o "fim da liberdade de movimento", após o período de transição iniciado com a saída do Reino Unido da União Europeia, no fim do mês passado.

Um sistema que deverá tratar os europeus e os imigrantes do resto do mundo segundo os mesmos critérios, claramente definidos.

O projeto, que o executivo de Boris Johson espera ver aprovado nos próximos meses, estabele como condições para a obtenção de um visto de trabalho, que os requerentes apresentem competências específicas, falem inglês e tenha já uma proposta de trabalho, com um salário mínimo de 25.600 libras.

Downing Street defende que um controlo de imigração mais estrito, "dando a prioridade aos mais talentosos", constitui uma das exigências dos que votaram a favor do Brexit em 2016.

O governo acredita que os novos critérios farão cair os números da imigração.

É um sistema de imigração global único, que não discrimina em função de onde vêm ou de que país são originários. O mais importante é que se concentra nas capacidades que podem trazer para o Reino Unido. Como resultado, os números vão descer. É o objetivo de ter um sistema.
Priti Patel
ministra do Interior do Reino Unido

O executivo britânico estima que 70% da mão de obra europeia atual, pouco qualificada, não respeita as exigências do novo sistema.

Vários serviços públicos, como o Serviço Nacional de Saúde, mostram-se inquietos, devido à forte dependência atual de trabalhadores estrangeiros, por vezes mal remunerados.