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Greta acusa políticos europeus de "rendição" na lei climática

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Greta acusa políticos europeus de "rendição" na lei climática
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Convidada para uma rara reunião com a Comissão Europeia, em Bruxelas, a jovem ativista Greta Thunberg não deixou de mostrar a sua desilusão com a chamada lei climática apresentada pelo executivo europeu, esta quarta-feira, em Bruxelas.

A proposta visa obrigar os 27 Estados-membros da União Europeia a colocarem na lei nacional que vão ser neutrais em emissões de poluentes em 2050, o que mereceu um Twitt pouco elogioso da jovem, usando o termo "rendição".

A ativista e os 34 jovens escreveram uma carta aberta na qual avisam que é precisa ação imediata porque daqui a 30 anos será tarde demais. Criticam a resistência dos governos em adotarem, agora, e não dentro de décadas, metas ambiciosas para reduzir as emissões de carbono e manter o aquecimento global abaixo de 2 graus Celsius até o final do século.

A jovem visitou, também, o Parlamento Europeu e participou numa reunião da comissão para o Ambiente, onde repetiu a mensagem de urgência.

"Esta lei climática é uma rendição porque a natureza não regateia e não se pode fazer acordos sobre as leis da física", disse Greta Thunberg.

Rever as metas para 2030?

A proposta da Comissão Europeia visa criar um mecanismo para aumentar, regularmente, a meta de redução de emissões nas próximas três décadas. No entanto, não apresentou novo valor para aumentar o corte de emissões do bloco para 2030.

Peter Lise, eurodeputado do cento-direita alemão, disse que a estratégia não é assim tão fraca: "Entendo muito bem sua mensagem, mas devo dizer que acho que a lei climática é ambiciosa. É ambiciosa porque almeja a neutralidade de emissões de carbono".

"Penso que é também ambicioso subir na meta de 2030, mesmo que seja apenas uma subida de 40 para 50 por cento no corte de emissões, porque é um passo importante", acrescentou.

Como vem sendo habitual, há políticos que não resistem à tentação darem sermões à jovem sueca sobre como deve viver a sua vida, apesar dos protestos audíveis de outros parlamentares.

"Volte para a escola e volte para uma vida normal. A sua infância é tão preciosa quanto o clima e se não fizer nada a respeito, vai perdê-la para sempre", aconselhou Pietro Fiocchi, eurodeputado conservador italiano.

Mas há milhões de jovens em todo o mundo que consideram terem o direito de se manifestar - faltando, por vezes, às aulas para integrarem marchas nas ruas -, sobre uma política que tem direto impacto na sustentabilidade da vida no planeta dentro de uma geração.