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COVID-19: Encerramento de escolas em Itália não impede aulas virtuais

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COVID-19: Encerramento de escolas em Itália não impede aulas virtuais
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O surto de coronavírus fez com que o governo italiano encerrasse escolas e universidades, mas isso não significa que não haja aulas. Em Ligúria, no norte de Itália, uma das regiões a lutar contra a propagação do novo vírus, há colégios que apostam nas aulas virtuais.

As novas tecnologias vieram fazer dos dias mais desafiantes para todos, incluindo para os professores, que têm ensinado a matéria através de uma ecrã.

Só no Instituto Comprensivo de Sarzana são 1600 os alunos que estão em casa, alguns, a receber aulas por vídeochamada. A crise trouxe a oportunidade de aprimorar as competências em plataformas digitais, pelo menos até 15 de março.

Os alunos dizem gostar deste novo método, apesar de sentirem saudades dos colegas e da escola.

“Gosto dessa maneira de aprender. É muito inovador mas sinto falta de estar na aula, sinto falta do contacto com os meus colegas de classe.", disse uma das alunas através do computador.

Um outro aluno diz que com este método tem mais tempo para estudar.

"Quando estamos na escola, as manhãs costumam estar ocupadas com as aulas, e, então, não se pode estudar. Assim temos tempo para estudar também de manhã.", diz, em entrevista à euronews.

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Olga Tartarini, professoraeuronews

As aulas virtuais não são obrigatórias mas as escolas foram aconselhadas a oferecer este método de aprendizagem durante este período de precaução. Neste colégio em específico, a direção vê a experiência como um complemento do ensino.

Antonio Fini, Diretor no “Istituto Comprensivo di Sarzana”, admite que a medida foi tomada para não deixarem os alunos sem aulas durante três semanas. "Praticamente... pensámos todos no mesmo. Não podíamos deixar os alunos sem aulas em casa durante três semanas.", conta à euronews o diretor da escola.

Encerramento das escolas influencia emprego dos pais

Nem todas as famílias se adaptaram ao encerramento das escolas. A euronews conheceu Giovanna, empresária e mãe de dois filhos, um deles autista. Desde o início do surto que o marido trabalha a partir de casa. Mas o filho, diz Giovanna, precisa de ser acompanhado por um professor especialista em necessidades especiais. Como tal não acontece, Giovanna tem de ficar em casa sem trabalhar. À euronews, conta que precisa de "ajuda extra" para poder abdicar do trabalho e ficar em casa com a família.

Como nem todas as escolas estão preparadas para ensinar através do computador, nem todos os alunos podem continuar a ser acompanhados. Uma falta de recursos conhecida agora, em plena crise, que acaba por se tornar numa lição para o futuro.

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Família de Giovannaeuronews
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